Organização Marítima Internacional da ONU, Ali Mousavi, afirmou que o Estreito de Ormuz permanecia aberta, exceto para “inimigos do Irã”
Por Misto Brasil – DF
Neste domingo (22), o Irã ameaçou retaliar caso suas instalações de energia fossem atacadas, alertando que, em resposta, atacaria a infraestrutura energética dos Estados Unidos e de Israel, segundo a mídia estatal, citando um porta-voz militar iraniano.
Isso ocorre depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, deu um ultimato de 48 horas para que o Irã reabrisse completamente o Estreito de Ormuz, ameaçando “aniquilar” suas usinas de energia caso Teerã não o fizesse.
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“Dentro de 48 HORAS a partir deste exato momento, os Estados Unidos da América atacarão e destruirão suas diversas USINAS ELÉTRICAS, COMEÇANDO PELA MAIOR DELAS”, escreveu ele em sua plataforma de mídia social Truth Social.
Em resposta à declaração, o representante iraniano na Organização Marítima Internacional (OMI) da ONU, Ali Mousavi, afirmou que a hidrovia permanecia aberta, exceto para “inimigos do Irã”, e que a passagem pela hidrovia era possível mediante a coordenação de medidas de segurança com Teerã, conforme noticiado por diversos meios de comunicação.
A última publicação de Trump surge apenas um dia depois de ele ter afirmado que estava considerando “encerrar” as operações militares na região, mesmo com os Estados Unidos enviando mais tropas e navios de guerra para a área, o que transmite sinais contraditórios.
Os ataques a navios mercantes que transitam pelo Estreito de Ormuz — um corredor crucial para o transporte do petróleo mundial — e as ameaças de novos ataques paralisaram quase todos os petroleiros na passagem.
Localizado entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, o estreito é normalmente utilizado por cerca de 20% do comércio mundial de petróleo.
Os últimos acontecimentos indicam que a guerra entre os EUA e Israel contra o Irã, que já dura quatro semanas, não mostra sinais de arrefecimento.
No final da noite de sábado, Teerã realizou um ataque contra as cidades israelenses de Dimona e Arad, no sul do país, que ficam próximas ao centro de pesquisa nuclear do Negev.




















