O desenvolvimento do setor se deu pela capacidade de elevação do ticket médio, que registrou uma alta de 5,46%
Por Misto Brasil – DF
O setor de panificação e confeitaria atingiu um faturamento de R$ 164,12 bilhões em 2025, um incremento de R$ 10,76 bilhões em relação ao ano anterior.
Apesar do expressivo crescimento de 6,80% no faturamento global, os indicadores revelam uma mudança estrutural na economia das padarias.
O desenvolvimento do setor não se deu por um aumento expressivo no volume de consumidores (o fluxo de clientes cresceu 1,27%), mas sim pela capacidade de elevação do ticket médio, que registrou uma alta de 5,46% (R$ 36,61 por visita).
Os dados são da nova pesquisa do Instituto de Desenvolvimento das Empresas de Alimentação, que mapeou o cenário de um dos mercados mais capilares do Brasil, responsável por atender 47,5 milhões de consumidores diariamente.
Das 332.558 empresas de panificação ativas no Brasil, 63,83% (mais de 212 mil) já são registradas como Microempreendedores Individuais (MEIs).
Essa mudança estrutural ocorre em paralelo a um gargalo operacional crítico: a carência de profissionais qualificados.
O setor encerrou o ano com um déficit de 10 mil postos de trabalho em aberto, o que forçou as padarias a buscarem mais eficiência, resultando em um crescimento de 7,59% na produtividade por funcionário.
“Quem não profissionalizar a operação e não olhar para a produtividade terá sérias dificuldades de manter as margens”, analisa Emerson Amaral, CEO do Instituto de Desenvolvimento das Empresas de Alimentação.
O pão francês continua como protagonista cultural, com o faturamento crescendo 9,76% e o preço médio nacional a atingir R$ 21,54/kg.
A região Sul liderou o crescimento de performance no país, com uma alta expressiva de 16,59% no faturamento.
O Sudeste continua a ser o grande motor, concentrando 51,86% do mercado nacional.



















