As Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram neste sábado ter realizado ataques “em várias ocasiões” no sul do Líbano
Por Misto Brasil – DF
Duas lanchas de patrulha da Guarda Revolucionária do Irã abriram fogo contra um petroleiro no Estreito de Ormuz, informou o capitão da embarcação, segundo o Centro de Operações Marítimas do Reino Unido (UKMTO), uma agência de segurança britânica.
O capitão do petroleiro relatou que o incidente ocorreu a cerca de 20 milhas náuticas (aproximadamente 37 quilômetros) a nordeste de Omã, de acordo com uma notificação do UKMTO.
As lanchas iranianas se aproximaram sem que nenhuma irregularidade fosse detectada por rádio e, em seguida, abriram fogo contra o navio, mas tanto o petroleiro quanto sua tripulação estão ilesos.
O Irã afirmou neste sábado que reimpôs o “controle rigoroso” sobre o Estreito de Ormuz, acusando os EUA de violar o acordo para a reabertura da via navegável estratégica.
“O controle do Estreito de Ormuz retornou ao seu estado anterior, e esta via navegável estratégica está sob estrita gestão e controle das Forças Armadas“, anunciou o tenente-coronel Ebrahim Zolfagari, porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, em um comunicado divulgado pela agência de notícias Tasnim.
O Irã anunciou neste sábado a reabertura parcial de seu espaço aéreo, que estava fechado há sete semanas devido à guerra com os Estados Unidos e Israel, permitindo a passagem de voos internacionais pela região leste do país.
“O espaço aéreo do país e vários aeroportos foram reabertos a partir das 7h da manhã, horário local (0h30 em Brasília)”, informou a Autoridade de Aviação Civil do Irã, segundo a agência de notícias Tasnim.
A agência informou que as operações serão retomadas gradualmente e que voos internacionais estão autorizados a transitar pelo espaço aéreo iraniano em rotas localizadas no leste do país.
De acordo com a Autoridade de Aviação Civil, a reabertura foi decidida após uma avaliação das condições de segurança realizada pelo comitê de coordenação civil-militar.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram neste sábado ter realizado ataques “em várias ocasiões” no sul do Líbano desde o início do cessar-fogo, justificando-os como consequência de supostas “violações” do acordo em vigor por parte do grupo xiita libanês Hezbollah.
Em comunicado, as FDI argumentaram que combatentes se aproximaram das tropas posicionadas no sul do país vizinho a partir do norte da “linha amarela”, a zona controlada militarmente por Israel, representando “uma ameaça imediata”.
Foi então que a Força Aérea Israelense abriu fogo contra eles, detalha o comunicado, que não especifica em que dia ocorreram esses ataques desde a trégua iniciada no último dia 16, informaram as agências internacionais, como a DW.



















