Segundo o MPSC, “houve descompasso temporal nas imagens, e os adolescentes investigados e o cão não estiveram juntos na praia”
Por Misto Brasil – DF
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) apresentou parecer contra o prosseguimento das investigações da Polícia Civil no caso da morte do cachorro Orelha, ocorrida em janeiro passado, na Praia Brava em Florianópolis, após concluir que o cão morreu devido a uma condição grave e preexistente, e não por uma suposta agressão de adolescentes.
Segundo o MPSC, o laudo pericial elaborado por um perito veterinário, com a exumação do corpo de Orelha, afasta a hipótese de traumatismo recente compatível com maus-tratos, pois não foi “constatada qualquer fratura ou lesão compatível com ação humana”.
“O laudo identificou, contudo, sinais de osteomielite na região maxilar esquerda – uma infecção óssea grave e crônica.”
O documento foi protocolado na última sexta-feira ao Tribunal de Justiça e aguarda decisão da magistrada responsável, que deve decidir se aceita ou não o pedido. O parecer soma 170 páginas e foi assinado por três promotores.
Segundo o MPSC, “houve descompasso temporal nas imagens, e os adolescentes investigados e o cão não estiveram juntos na praia no período da suposta agressão”. Testemunhas ouvidas na investigação também teriam confirmado essa versão.
A conclusão foi baseada na análise de quase 2 mil arquivos, entre laudos técnicos, vídeos, imagens e dados apreendidos no processo.
O órgão afirmou também que “a morte do cão Orelha, submetido à eutanásia, está associada a uma condição grave e preexistente, e não a agressão”.
Na versão da polícia, na madrugada do dia 4 de janeiro, por volta das 5h30, Orelha, de cerca de 10 anos, teria sofrido uma “pancada contundente na cabeça, que pode ter sido um chute ou algum objeto rígido, como madeira ou garrafa”.
No dia seguinte, o animal foi encontrado agonizando por moradores e levado ainda com vida a um veterinário, mas não resistiu aos ferimentos e morreu, anotou a Agência DW.














