Irã está cobrando “serviços de navegação” em Ormuz

Estreito de Ormuz navio passagem peróleo Misto Brasil
Navio nas proximidades do Estreito de Ormuz, no Oriente Médio/Arquivo
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Na semana passada, o Irã publicou um mapa reivindicando controle regulatório sobre um trecho da hidrovia

Por Misto Brasil – DF

O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou na segunda-feira (25) que Teerã está cobrando taxas por “serviços de navegação” em navios que transitam pelo estratégico Estreito de Ormuz, mas não está impondo pedágios.

“Os serviços prestados – serviços de navegação, além das medidas necessárias para proteger o meio ambiente do Estreito de Ormuz, do Golfo Pérsico e do Mar de Omã – exigem a cobrança de determinadas taxas”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, em uma coletiva de imprensa semanal.

Ele acrescentou que o Irã “não está buscando cobrar pedágio”.

Na semana passada, o Irã publicou um mapa reivindicando controle regulatório sobre um trecho do Estreito de Ormuz que se estende profundamente nas águas territoriais dos Emirados Árabes Unidos e de Omã, levando cinco estados do Golfo a advertir formalmente as empresas de navegação por meio da Organização Marítima Internacional (OMI) para que não cumpram a determinação.

Em uma publicação no X, a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico do Irã definiu sua zona de gestão reivindicada como sendo a que se estende de Kuh-e Mobarak, no Irã, até o sul de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, na entrada leste do estreito, e da extremidade da Ilha de Qeshm, no Irã, até Umm al-Quwain, nos Emirados Árabes Unidos, em sua entrada oeste.

A zona abrange águas que os Emirados Árabes Unidos e Omã consideram como seu próprio território soberano. Todas as embarcações que transitam pela área definida devem obter autorização prévia da PGSA.

Bahrein, Kuwait, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos enviaram uma carta conjunta à OMI (Organização Marítima Internacional), alertando embarcações comerciais e mercantes para que não interajam com a Área de Segurança Portuária do Irã (PGSA) nem transitem pela hidrovia utilizando a rota designada pelo Irã. A carta foi distribuída pela OMI.

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