O resultado positivo foi consolidado por uma forte reação em junho, mês em que as vendas avançaram 1,1% frente a maio
Por Misto Brasil – DF
O comércio varejista registrou alta de 4,2% no segundo trimestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior.
De acordo com o Índice do Varejo Stone (IVS), o resultado positivo foi consolidado por uma forte reação em junho, mês em que as vendas avançaram 1,1% frente a maio e expressivos 5,7% na comparação anual.
O desempenho sinaliza que o mercado de trabalho aquecido e o nível de renda começam a blindar o setor.
Especialistas do IVS apontam que a recuperação em junho interrompe uma sequência de quedas que preocupava o mercado. Contudo, o endividamento das famílias e as taxas de juros elevadas ainda freiam o consumo de bens duráveis.
Para contornar o crédito restrito e buscar mais conversão, lojistas têm recorrido à inteligência de dados e a ferramentas de tecnologia, como as plataformas de dados de clientes (CDP), focadas na hiperpersonalização.
No comparativo mensal de junho, cinco dos oito segmentos pesquisados subiram, liderados por Material de Construção (+2,1%) e Artigos de Uso Pessoal (+2%).
O setor de Livros e Papelaria amargou a maior queda (-6,7%).
Na comparação anual (junho de 2026 contra junho de 2025), o otimismo foi generalizado: todas as áreas cresceram, com destaque para os ramos de Combustíveis (+7,6%) e o canal de Supermercados e Alimentos (+7,4%).
O levantamento revela ainda que todas as 27 unidades da federação registraram avanço anual em junho.
Os estados da Região Norte lideraram a expansão nacional, com destaque para as altas de Roraima (+13,2%), Pará (+10,3%) e Rondônia (+10%).
Nos grandes centros econômicos, Minas Gerais cresceu 6,4% e São Paulo avançou 5,4%. Na ponta oposta, o menor ritmo foi registrado no Distrito Federal, que beirou a estabilidade ao computar apenas 0,1% de alta.













