A coincidência temporal entre esses encontros e os aportes bilionários do Rioprevidência reforçou as suspeitas
Por Misto Brasil – DF
A polícia identificou, a partir de dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro — preso pela operação Carbono Oculto — indícios de um vínculo pessoal próximo entre o ex-governador Cláudio Castro e o dono do Banco Master.
O material apreendido motivou o ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, a autorizar buscas contra Castro.
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De acordo com Mendonça, a atuação do ex-governador ultrapassava contatos institucionais e incluía encontros frequentes com Vorcaro, inclusive no exterior, custeados pelo banqueiro.
A coincidência temporal entre esses encontros e os aportes bilionários do Rioprevidência reforçou as suspeitas.
A decisão aponta que Castro exerceu papel politicamente relevante para viabilizar os investimentos do fundo no Banco Master. Conversas encontradas no celular de Vorcaro indicariam que a liberação de aplicações dependia de alinhamento político com o então chefe do Executivo fluminense.
O ministro também destacou mudanças na gestão do Rioprevidência pouco antes do início da série de investimentos, além de eventos e encontros organizados ou pagos por Vorcaro, sugerindo proximidade pessoal e possível interferência indevida no processo decisório.
Mesmo após alertas de órgãos de controle, os aportes foram mantidos. A PF afirma que o relacionamento entre Castro e Vorcaro influenciou tanto a liberação dos investimentos quanto a nomeação de dirigentes do Rioprevidência para cargos estratégicos.
A operação desta terça-feira é um desdobramento da Operação Barco de Papel, que já havia identificado R$ 970 milhões aplicados em letras financeiras do Master entre 2023 e 2024. A nova fase apura aplicações adicionais de R$ 2,01 bilhões, totalizando cerca de R$ 3 bilhões transferidos do fundo.
O Rioprevidência, responsável por gerir aposentadorias e pensões dos servidores do Rio, era presidido até janeiro por Deivis Marcon Antunes, preso em fevereiro no âmbito das investigações.
Esta é a segunda operação no mês que mira Castro, que também foi alvo de ação relacionada à refinaria Refit e a suspeitas de uso da máquina estadual para favorecer o empresário Ricardo Magro.













