Segundo a Secretaria da Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda, o resultado veio abaixo das expectativas de mercado
Por Bruno de Freitas Moura – RJ
O setor de serviços, que reúne atividades como turismo, restaurantes, salão de beleza, internet e tecnologia da informação (TI), recuou 0,4% em maio, puxado pelo desempenho negativo dos transportes.

Segundo a Secretaria da Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda, o resultado veio abaixo das expectativas de mercado (intervalo de -0,3% a 0,6%; mediana de 0,0%).
Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o setor cresceu 0,4%. De janeiro a maio, avançou 1,9% em relação ao mesmo período de 2025.
No acumulado de 12 meses, a alta acumulada é de 2,6%. Esse número representa redução no ritmo de expansão, uma vez que em abril estava em 2,9%.
Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada nesta quarta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Com os resultados de maio, o setor fica 19,6% acima do nível pré-pandemia de covid-19 (fevereiro de 2020) e 0,5% abaixo do maior nível já registrado, que pertence a outubro de 2025. A pesquisa traz dados desde janeiro de 2011.
Volume de serviços recua em 18 das 27 unidades
Regionalmente, 18 das 27 unidades da federação assinalaram retração no volume de serviços em maio de 2026, na comparação com o mês imediatamente anterior, evidenciando o recuo observado no resultado do Brasil (-0,4%), na série com ajuste sazonal.
Entre os locais que apontaram taxas negativas nesse mês, o impacto mais importante veio do Paraná (-2,3%), seguido por Rio Grande do Sul (-2,0%), Distrito Federal (-1,6%) e Mato Grosso (-2,5%).
Em contrapartida, Rio de Janeiro (1,0%) exerceu a principal contribuição positiva do mês, seguido por Bahia (2,2%), São Paulo (0,1%) e Alagoas (3,6%).
Na comparação com igual mês do ano anterior, a expansão do volume de serviços no Brasil (0,4%) foi acompanhada 12 das 27 unidades da federação.
A contribuição positiva mais importante ficou com São Paulo (1,7%), seguido por Distrito Federal (8,3%), Bahia (4,9%) e Alagoas (24,5%).
Em sentido oposto, Minas Gerais (-1,7%), Paraná (-2,2%), Ceará (-7,0%) e Amazonas (-9,5%) lideraram as perdas do mês.
















