Estudo reanalisou os restos mortais de seis membros da família real egípcia, datados de aproximadamente 1850 a 1700 a.C
Por Misto Brasil – DF
Um novo estudo sobre esqueletos reais de Dashur sugere que as armas enterradas com as princesas do Antigo Egito, como arcos, flechas e punhais, não eram meramente símbolos de status, mas provavelmente armas que essas mulheres usavam e com as quais treinavam ativamente em vida, escreve a revista Archaeology News.
A publicação destaca que o estudo reanalisou os restos mortais de seis membros da família real egípcia do final do Império Médio, datados de aproximadamente 1850 a 1700 a.C.
“Quatro delas eram filhas do faraó Amenemhat II. Elas foram enterradas em câmaras subterrâneas idênticas e estavam acompanhadas de objetos geralmente associados a guerreiros do sexo masculino, como arcos, flechas e armas de fabricação refinada”.
“O túmulo da princesa Ita continha até mesmo uma adaga ornamentada, o que levanta a questão de saber se esses itens refletiam experiências reais ou cerimoniais”, detalha a matéria.
Segundo a publicação, pesquisadores reexaminaram um grupo de restos mortais da realeza, descobertos na década de 1890 e redescobertos no acervo de um museu em 2020, combinando análises ósseas, imagens de raios X e testes químicos dos materiais de embalsamamento.
As evidências esqueléticas revelaram pontos de inserção muscular pronunciados nos ombros e nos braços de várias mulheres, o que é consistente com o uso repetido de arcos e outras armas por muitos anos.













