Rebeldes houthis do Iêmen atacaram navios no Mar Vermelho

Mar Vermelho estreito de Bab el-Mandeb Misto Brasil
Mapa da região estreito de Bab el-Mandeb, que fica próximo ao Estreito de Ormuz/Arquivo
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A ação do grupo pró-Irã compromete a única rota de exportação marítima para o petróleo do Golfo mais próxima da Ásia

Por Misto Brasil – DF

Os rebeldes houthis do Iêmen anunciaram nesta quinta-feira (23) ter atingido dois petroleiros sauditas no Mar Vermelho com mísseis e drones como parte de um bloqueio naval contra a Arábia Saudita.

A ação do grupo pró-Irã compromete a única rota de exportação marítima para o petróleo do Golfo mais próxima da Ásia que restou após a guerra entre Estados Unidos e Teerã estrangular o tráfego no Estreito de Ormuz, e arrisca agravar ainda mais a crise mundial do petróleo.

Trata-se do primeiro ataque dos houthis desde o anúncio do grupo, na segunda-feira, de que imporiam um bloqueio naval à Arábia Saudita, segundo maior produtor de petróleo ao lado da Rússia.

Até agora, fontes sauditas confirmaram danos a uma embarcação.

Enquanto isso, as forças americanas concluíram uma nova rodada de ataques contra o Irã por ordem do presidente Donald Trump, marcando a 12ª noite consecutiva de ofensivas americanas e provocando novas retaliações iranianas.

O Irã, por sua vez, afirmou ter atacado sistemas de mísseis, armamentos e depósitos de combustível dos EUA na Jordânia, além de postos militares americanos no Kuwait, incluindo o Campo Al-Adiri, a Base Aérea Ali Al Salem, o Campo Doha ‌e o Campo Arifjan.

Tráfego no Mar Vermelho já está comprometido

A ação dos houthis no Mar Vermelho está sendo interpretada por alguns analistas como uma manobra tática do Irã para ganhar poder de barganha.

O grupo rebelde controla áreas próximas ao Estreito de Bab el-Mandeb, no Mar Vermelho, no lado oposto da Península Arábica onde fica o Estreito de Ormuz, pivô da nova escalada entre EUA e Irã.

Bab el-Mandeb é um ponto crucial para a navegação marítima que conecta o Mar Vermelho ao Golfo de Aden. Cerca de 12% do comércio mundial. Incluindo um quarto do tráfego global de contêineres, passa pelo estreito, parte de uma rota marítima que conecta a Europa e a Ásia pelo Canal de Suez, no Egito.

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