Presidente do BC Galípolo levou o relato ao diretor de Fiscalização do BC e apontou que os fatos poderiam configurar recebimento de propina.
Por Misto Brasil – DF
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, recebeu de um informante confidencial informações sobre possíveis pagamentos de Daniel Vorcaro a servidores da área de supervisão bancária da autarquia e encaminhou o caso para investigação da Polícia Federal.
O alerta envolvia Belline Santana e Paulo Sérgio de Souza, que atuavam na fiscalização de instituições financeiras, incluindo o Banco Master.
Galípolo levou o relato ao diretor de Fiscalização do BC, Ailton Aquino, em 7 de janeiro e apontou que os fatos poderiam configurar recebimento de propina, segundo informações reveladas pela Veja.
Questionado internamente, Belline afirmou ter recebido R$ 2 milhões de uma empresa ligada a Leonardo Palhares, apontado nas investigações como operador de Vorcaro.
Segundo a versão apresentada pelo servidor, o pagamento estaria relacionado a uma consultoria para um projeto de inclusão financeira de jovens carentes.
Belline disse ainda que, ao ser procurado, ouviu que sua participação efetiva no projeto não seria necessária e que o interesse estaria em utilizar seu nome e sua imagem.
A Polícia Federal, porém, passou a questionar essa justificativa depois de apreender o celular de Vorcaro em novembro de 2025.
Mensagens encontradas no aparelho mostraram contatos entre o fundador do Master e Belline e, na avaliação dos investigadores, indicam que o projeto teria funcionado como fachada para o pagamento de vantagem indevida.
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