Operação Sem Refino: Cláudio Castro nega participação

Ex-governador Cláudio Castro RJ Misto Brasil
Ex-governador Cláudio Castro está sendo investigado em duas operações da PF/Arquivo
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O ex-governador é novamente alvo de buscas em imóvel na cidade de Petrópolis. A PF apura a liberação irregular de licenças.

Por Misto Brasil – DF

A Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Sem Refino por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A nova etapa cumpre 16 mandados de busca no Rio de Janeiro e foca em fraudes na concessão de licenças ambientais para a refinaria Refit.

O ex-governador Cláudio Castro é novamente alvo de buscas em imóvel na cidade de Petrópolis. A PF apura a liberação irregular de licenças operacionais pela Secretaria de Estado do Ambiente durante sua gestão.

Leia – PF cumpre mandados em operação contra fraude em combustível

Também são alvos Bernardo Rossi, ex-secretário estadual de Ambiente do Rio; Ana Carolina Miranda, empresária; Antonio Carlos Santos, o Pipo, advogado; José Mauro Junior, ex-secretário estadual de Transformação Digital; Luiz Fernando Gomes, empresário da construção civil e Mauricio Leite, empresário.

As diligências também atingem os ex-secretários do Ambiente Bernardo Rossi e José Mauro Júnior, além do ex-assessor Antonio Carlos Santos. Segundo os investigadores, licenças eram concedidas sem fundamentação técnica para beneficiar a empresa.

O desdobramento da investigação apura gestão fraudulenta, sonegação fiscal e lavagem de capitais. O proprietário da Refit, Ricardo Magro, permanece com prisão preventiva decretada e foragido nos Estados Unidos.

As respostas dos investigados

Em nota, a defesa de Castro negou qualquer participação em irregularidades envolvendo a Refit e acrescentou que o endereço de buscas em Petrópolis, na Região Serrana, não tem ligação com o ex-governador há meses.

“A defesa ainda desconhece o conteúdo integral da denúncia e dos elementos que fundamentaram a operação e aguarda que os advogados tenham acesso aos autos para se manifestar de forma mais detalhada.

Todos os atos praticados durante sua gestão seguiram critérios técnicos, jurídicos e administrativos previstos na legislação, conforme registrou o jornal O Dia.

A gestão Cláudio Castro foi, inclusive, a única a conseguir que a Refinaria de Manguinhos realizasse pagamentos de dívidas com o Estado do Rio de Janeiro, em montante próximo de R$ 1 bilhão.

Além disso, a Procuradoria Geral do Estado ingressou com diversas ações contra a empresa ao longo da gestão, demonstrando que o Estado atuou para cobrar os valores devidos e defender o interesse público”.

O advogado de Castro, Carlo Luchione, reforçou ainda que a casa em Petrópolis, alvo das buscas, era alugada e que o contrato de locação foi rescindido.

Quem também negou as acusações foi o ex-secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade Bernardo Rossi. Veja o comunicado:

“Bernardo Rossi nega qualquer participação em irregularidades envolvendo a Refit e afirma que toda a sua atuação à frente da pasta se deu dentro da legalidade, seguindo as orientações técnicas e jurídicas de um amplo corpo de servidores da própria secretaria e de seus órgãos vinculados.

Bernardo Rossi confia na Justiça e aguarda o acesso integral aos elementos da investigação para que os fatos possam ser devidamente esclarecidos. Reitera que sempre pautou suas decisões administrativas pelos critérios técnicos e legais aplicáveis à gestão pública.

O ex-secretário repudia qualquer tentativa de associar seu nome a irregularidades e considera especialmente grave a utilização de acusações dessa natureza em pleno período eleitoral.”

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