Além do apelo pacifista, a fala abordou o avanço do crime organizado transnacional, os riscos do uso desregulado da inteligência artificial.
Por Misto Brasil – DF
O presidente Lula da Silva abriu os trabalhos do debate geral da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, com um discurso centrado na defesa da soberania nacional, na crítica à paralisia das instituições multilaterais e no combate às interferências externas em assuntos políticos internos.
Em tom firme e direcionado às recentes tensões com os Estados Unidos sob o governo de Donald Trump, o chefe de Estado brasileiro afirmou expressamente que o país é uma nação soberana e que “o Brasil não cabe no quintal de ninguém”.
Lula da Silva apontou que o respeito à autodeterminação dos povos e às democracias locais é premissa inegociável para a estabilidade global.
O presidente voltou a cobrar reformas profundas no Conselho de Segurança da ONU, classificando a atual estrutura como ineficaz diante das guerras em curso pelo mundo.
Além do apelo pacifista, a fala abordou o avanço do crime organizado transnacional, os riscos do uso desregulado da inteligência artificial sobre os processos eleitorais e a urgência de responsabilizar grandes plataformas digitais.
Síntese do discurso de Lula
Soberania Nacional e “Quintal de Ninguém”: O ponto central do discurso foi a defesa contundente da soberania brasileira e da não ingerência externa em assuntos internos. Sem citar diretamente nomes, Lula mandou recados diretos aos EUA e ao governo de Donald Trump ao afirmar categoricamente que “o Brasil não cabe no quintal de ninguém”.
Paralisia do Conselho de Segurança: Voltou a criticar o esvaziamento das Nações Unidas e a inércia do Conselho de Segurança diante das guerras atuais. Defendeu reformas urgentes com a inclusão de novos membros permanentes (incluindo o Brasil e países do Sul Global).
Crises Geopolíticas e Paz: Reafirmou a posição brasileira contra sanções unilaterais, voltou a classificar as ações militares em Gaza como genocídio e cobrou negociações efetivas de paz.
Tecnologia, Big Techs e Inteligência Artificial: Alertou sobre os riscos da desinformação, o impacto da inteligência artificial nas democracias e a urgência de regular plataformas digitais para conter discursos de ódio e interferências eleitorais.
Crime Organizado Transnacional: Destacou a necessidade de cooperação internacional no combate ao crime organizado e ao financiamento do tráfico, sem a politização do tema.
E você, o que acha dessa manifestação? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.
PARTICIPAÇÃO DO LEITOR
Participe desta discussão
Compartilhe sua opinião sobre este assunto. As participações passam por análise editorial antes de qualquer utilização no site.






















