Importar da China exige novas estratatégias do empresário

Porto de Rio Grande mvoimentação de cargas exportações Misto Brasil
Vista parcial do porto do Rio Grande, que terá os canais privatizados/Arquivo/Divulgação
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A facilidade de acesso às plataformas digitais mudou as regras do jogo. Encontrar fornecedores asiáticos deixou de ser um diferencial.

Por Misto Brasil – DF

A consolidação da China como maior parceira comercial do Brasil atingiu um novo patamar em 2025, somando US$ 70,9 bilhões em compras brasileiras — o maior volume da história.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o país asiático já responde por cerca de 25% de tudo o que o mercado nacional importa do exterior, abastecendo setores vitais como construção civil, tecnologia e indústria.

No entanto, a facilidade de acesso às plataformas digitais mudou as regras do jogo. Encontrar fornecedores asiáticos deixou de ser um diferencial e deu lugar à urgência por gestão de risco e previsibilidade.

Com margens operacionais mais enxutas, focar exclusivamente no menor preço de fábrica virou uma armadilha que frequentemente se traduz em prejuízos com atrasos, refugos e gargalos aduaneiros.

Para evitar surpresas, a rotina das empresas brasileiras passou a exigir auditorias presenciais, testes de homologação e rígido controle de qualidade direto na origem.

O planejamento prévio tornou-se pré-requisito e deve mapear tributação, frete, armazenagem e variação cambial antes do envio das ordens de compra.

A importação direta da China deixou de ser uma mera estratégia pontual de redução de custos. Hoje, a construção de parcerias sólidas e integradas com as indústrias chinesas representa o diferencial que garante a estabilidade do abastecimento e a competitividade do negócio no Brasil.

“O empresário que calcula apenas o valor da mercadoria dificilmente terá uma operação saudável”, comentou o CEO do Grupo PMD, Gustavo Braz.

“A competitividade nasce quando todos os custos são conhecidos antes da compra e quando existe previsibilidade sobre prazos, qualidade e abastecimento”.

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