A transação envolveu o valor de R$ 320 milhões para um consórcio de investidores liderado pelo empresário José Ricardo Lemos Rezek.
Por Misto Brasil
Revelações divulgadas nesta quarta-feira (4) pela imprensa nacional apontam que o presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda, participou ativamente de articulações e negociações com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, para a venda de participação na BRB Financeira.
A transação envolveu o valor de R$ 320 milhões e destinava-se a um consórcio de investidores liderado pelo empresário José Ricardo Lemos Rezek, figura próxima ao político.
Leia – TJDFT garante permanência de R$ 30 milhões do DF no BRB
Leia – ex-presidente do BRB atribui a Ibaneis ordem sobre o Master
Leia – Federal indicia Vorcaro no caso das fraudes no BRB
O caso veio à tona após a divulgação de mensagens extraídas pela Polícia Federal (PF) dos aparelhos eletrônicos apreendidos no âmbito das investigações, anotou a reportagem do Times Brasil.
A repórter Malu Gaspar, do jornal O Globo, informou que embora não figurasse formalmente como parte compradora ou vendedora na operação, as trocas de mensagens demonstram o envolvimento direto do dirigente partidário na discussão de cláusulas contratuais decisivas.
Os bastidores das conversas, os termos do acordo de acionistas, as controvérsias de valores e os desdobramentos regulatórios compreendem os seguintes pontos fundamentais:
Controle Operacional: A minuta do acordo previa garantir ao consórcio minoritário a maioria de votos no conselho e autonomia sobre operações de crédito, apesar de deter apenas 49% do capital da financeira.
Intermediação de Contatos: Em julho de 2024, mensagens registram tratativas de Rueda com Vorcaro para viabilizar diálogos diretos entre o empresário Augusto Lima e o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.
Encontros no DF: O relatório policial indica a realização de reuniões presenciais entre os interlocutores em residências localizadas no Lago Sul, área nobre da capital federal, para ajustar termos contratuais.
Condições Financeiras: O pagamento pactuado previa dez parcelas anuais de R$ 320 milhões por uma instituição que registrava lucros anuais próximos a R$ 90 milhões, gerando forte questionamento técnico sobre a vantajosidade do negócio.
Anulação pelo Bacen: A operação, formalizada em março de 2025 junto com a proposta de compra do Banco Master pelo BRB, acabou cancelada em dezembro do mesmo ano por intervenção rigorosa do Banco Central.
Irregularidades Apuradas: O órgão regulador barrou a conclusão do contrato após identificar incertezas graves sobre a origem dos recursos financeiros e divergências estruturais na governança proposta no acordo de acionistas.
Defesa de Rueda: Em nota, Antonio Rueda sustentou que sua atuação no caso restringiu-se ao exercício da advocacia privada e consultoria jurídica, ressaltando a proteção constitucional do sigilo profissional entre advogado e cliente.
Posição dos Envolvidos: O empresário José Ricardo Rezek alegou motivações exclusivamente comerciais para a desistência posterior do negócio, enquanto a defesa de Daniel Vorcaro optou por não manifestar comentários.
O avanço das investigações sobre as relações institucionais e financeiras envolvendo o BRB e o Banco Master segue sob acompanhamento rigoroso dos órgãos de controle e do mercado financeiro nacional.
Acompanhe no Misto Brasil as atualizações sobre economia, bastidores do poder, investigações federais e a gestão do Banco de Brasília.
PARTICIPAÇÃO DO LEITOR
Participe desta discussão
Compartilhe sua opinião sobre este assunto. As participações passam por análise editorial antes de qualquer utilização no site.
















