O depoimento do herdeiro do grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht, ao corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Herman Benjamin, será mantido em segredo de justiça. Ele falou hoje à tarde por quase quatro horas, quando respondeu sobre o financiamento da campanha da chapa Dilma-Temer nas eleições de 2014.
O TSE já dispõe de farta documentação reunida na Operação Lava Jato e o depoimento dará ainda mais consistência às investigações no âmbito da justiça eleitoral. Se houver rapidez no processo, é possível que o processo seja julgado nos próximos meses e, quem sabe, a chapa seja cassada.
Ao final de seu depoimento, Marcelo Odebrecht afirmou que não tinha como dizer “com certeza” se Dilma e Temer sabiam das negociações e de “qualquer ilicitude nas doações”.
O ex-presidente da Odebrecht, que firmou acordo de delação premiada com a Lava Jato, afirmou, segundo trechos do depoimento repassados à Reuters, que o governo petista, ainda na gestão do ex-presidente Lula da Silva, teria negociado com a empresa duas “contrapartidas” por uma medida provisória negociada por Mantega ainda em 2009 e que beneficiaria a empresa.
Os recursos não teriam sido usados na campanha de 2010 e teriam ficado como um crédito para uso posterior no valor de R$ 50 milhões.
Outros dois executivos ligados a Odebrecht, que fecharam acordo de delação premiada, também prestarão depoimento na mesma ação proposta logo após as eleições pelo PSDB, hoje aliado do presidente Michel Temer (PMDB). Cláudio Melo Filho, ex-diretor de relações institucionais da Odebrecht e o ex-executivo da empresa, Alexandino de Salles Ramos, também devem falar.






















