Otan recebe pedido formal da Suécia e Finlândia

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A Otan está em processo de expansão com novos países/Arquivo/Divulgação
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É um dos mais significativos na Europa desde a Guerra Fria e reflete a opinião pública

A Finlândia e a Suécia solicitaram formalmente nesta quarta-feira (18) sua adesão à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), uma decisão motivada pela invasão da Ucrânia pela Rússia e que encerra décadas de não alinhamento militar.

O passo dado por ambos países, que se mantiveram neutros durante a Guerra Fria, é uma das mais significativas transformações na arquitetura de segurança na Europa em décadas e reflete uma mudança radical da opinião pública desde a investida russa contra a Ucrânia.



“Este é um momento histórico, que devemos aproveitar”, afirmou o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, numa breve cerimônia em que os embaixadores da Suécia e da Finlândia na aliança militar entregam suas solicitações de ingresso.

“Acolho calorosamente os pedidos da Finlândia e da Suécia para aderir à Otan. Vocês são nossos parceiros mais próximos, e sua adesão à Otan aumentará nossa segurança compartilhada”, disse Stoltenberg. A aliança militar considera que a adesão da Finlândia e da Suécia irá fortalecê-la no Mar Báltico.

A Finlândia e a Rússia compartilham diretamente 1,3 quilômetros de fronteira. A entrada da Finlândia na aliança mais que dobraria a fronteira terrestre entre países-membros da Otan e a Rússia.



Mapa Otan países adesão Misto Brasília

O Parlamento da Finlândia aprovou nesta terça, por esmagadora maioria, a entrada do país à Otan. Na véspera, a primeira-ministra Magdalena Andersson anunciou que a Suécia havia tomado a decisão formal de se juntar à Finlândia no pedido de adesão, depois de quase todos os partidos do Parlamento expressarem seu apoio.

Na Finlândia, o apoio da população à adesão do país à Otan saltou de 20% antes da guerra na Ucrânia para quase 80%. Na Suécia, o aval popular passou de 48% no fim de abril para 57%, segundo uma pesquisa do jornal Dagens Nyheter.

Diplomatas afirmaram que a ratificação da entrada de novos membros pode levar até um ano, já que os parlamentos de todos os 30 países que integram a aliança devem aprovar as candidaturas.

Somente após a conclusão do processo de ratificação, a Suécia e a Finlândia se beneficiariam do Artigo 5º do tratado fundador da aliança, de defesa coletiva, que determina que um ataque armado contra uma ou mais membros será considerado um ataque contra todos, informou a Agência DW.



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