Julho apresenta o quarto maior desmatamento da série histórica

Desmatamento gado Candeias do Jamari Misto Brasília
Gado no pasto em área desmatada em Candeias do Jamari, Rondônia/Victor Moriyama/Amazônia em Chamas
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Levantamento divulgado nesta sexta-feira apresenta os números do Instituto de Pesquisas Espaciais

Por Misto Brasília – DF

O mês de julho registra o quarto maior número do desmatamento da série histórica, somente perdendo para os anos anteriores do governo atual. Os dados foram liberados hoje (12) pelo sistema Deter do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe).

No acumulado de 1° de agosto 2021 a 31 de julho 2022, os alertas apontaram para uma área total desmatada de 8.590 km², uma pequena queda de 2% em relação ao ano passado. Analisando os últimos três anos, foram em média 8.862 km² de alertas por ano, área 65,6 % maior que os 5.351 km² que é a média dos três anos anteriores.



“O que chamou atenção nos sobrevoos que realizamos neste último ano, além do avanço do desmatamento, é a quantidade de grandes áreas desmatadas em terras públicas não destinadas, em propriedades privadas e até mesmo em áreas protegidas. Isso reitera que o desmatamento da Amazônia não é fruto da pobreza e do desespero de pessoas em situação de grande vulnerabilidade”, observou o porta-voz de Amazônia do Greenpeace Brasil, Rômulo Batista.

Dentre os Estados que mais desmataram, destaca-se o Pará, que registrou 3.072 km² (35,7% do total), seguido pelo Amazonas com 2.292 km² (26,7% do total).

 

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