Como já era esperado nos corredores da política, aparecem na lista de Fachin os ex-governadores Agnelo Queiroz (PT) e José Roberto Arruda (ex-Dem), além do deputado distrital Robério Negreiros (PSDB) e do ex-senador Gim Argello (PTB), preso e condenado por corrupção.
Assim, a Lava Jato somente com as delações da Odebrecht se espalha por 21 estados e envolve governadores, senadores, deputados e muita gente sem mandato.
A repórter Helena Mader do Correio, observa que a lista menciona ainda empreendimentos citados pelos executivos, como “pagamento de vantagens indevidas no Projeto Habitacional Jardins Mangueiral” e o “acordo de mercado no Estádio Mané Garrincha”. A arena não foi construída pela Odebrecht, mas pela Andrade Gutierrez. O detalhamento das delações vai mostrar se houve acerto entre as empreiteiras para dividir obras da Copa do Mundo.
Entre as petições enviadas pelo ministro Edson Fachin, o STF, também há um documento que faz menção ao novo Centro Administrativo de Brasília, em Taguatinga. O prédio custou cerca de R$ 1 bilhão e foi construído pela Odebrecht, que agora cobra repasses do governo para honrar a parceria público-privada.























