A eleição para a presidência do Senado, na quarta-feira, esquenta as discussões que sugere uma disputa entre petismo e bolsonarismo
Por Misto Brasília – DF
Se depender de dois dos três senadores do Distrito Federal, o senador Rogério Marinho (PL-RN), será eleito presidente do Senado Federal. Ele será empossado na quarta-feira (01) e no mesmo dia concorre ao cargo de presidente.
A eleição avaliada como uma das mais difíceis dos últimos anos, confronta duas linhas ideológicas. Uma capitaneada pelo presidente Lula da Silva (PT) e a outra pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A dois dias das eleições para a Mesa Diretora, arriscar um palpite de vitória é arriscado. Rodrigo Pacheco era apontado como favorito até recentemente, mas até a próxima quarta-feira (01) à tarde, muita negociação vai ser necessária para garantir a vitória do senador mineiro.
Há uma divisão de grupos identificada pela frase do senador Renan Calheiros (MDB-AL). Para ele, “Rogério Marinho ostenta o DNA tóxico do bolsonarismo”.
Não é o que pensa o senador Izalci Lucas (PSDB), que foi colega do senador potiguar quando ambos eram deputados federais.
“Eu sempre fui oposição a esse governo […] E tenho certeza que o Marinho pode ajudar a melhorar o país. Ele pode, de fato, mudar o perfil do Senado”.
Marinho garante que fará a “necessária mudança para reequilibrar a democracia em nosso país”.
A senadora eleita Damares Alves (Republicano-DF) declarou seu apoio ao colega do ex-ministério da administração passada. Nesta manhã, disse que “não só vou votar, como vou pedir votos pra ele. Meu voto será aberto e ainda vou pedir que todos abram seus votos”.
A senadora Leila Barros (PDT-PDF) veio em defesa de Rodrigo Pacheco. E dá uma explicação para seu voto na próxima quarta-feira.
“Sob a gestão de Pacheco, o Senado institucionalizou a Liderança da Bancada Feminina, garantindo nossa participação em debates importantes no Congresso Nacional, e pautou projetos em defesa dos direitos das mulheres. É necessário ainda dar sequência ao trabalho equilibrado que Pacheco vem desenvolvendo, sobretudo nos momentos desafiadores que vivemos nos últimos anos”.
Na semana passada, Rodrigo Pacheco agradeceu o apoio da bancada de três senadores do PDT. Numa postagem no Twitter, mencionou o ministro da Previdência Carlos Lupi, o que aponta por um desejo do governo à sua candidatura.
O senador Alessandro Vieira (PSDB-SE) resume o que estaria por trás dessa eleição.
“Quem descreve a eleição no Senado como uma disputa entre democracia e autoritarismo está enganado ou enganando alguém. A disputa é entre a permanência do grupo Alcolumbre/Pacheco na direção da casa e a eventual mudança de rumos. Os três candidatos têm história democrática conhecida”.
O terceiro suposto candidato que menciona Alessandro, é o senador Eduardo Girão (Podemos-CE). Ele tem dito que vai concorrer, mas a candidatura não tem sido levado a sério.
















