Dez pessoas, entre elas o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), foram denunciadas esta semana pelo Ministério Público Federal por crimes de corrupção ativa e passiva no esquema de pagamento de propina da empreiteira Carioca Christiani-Nielson.
O caso envolve contratos milionários das obras do Arco Metropolitano, do PAC Favelas e da Linha 4 do metrô.
De acordo com a força-tarefa do MPF do Rio de Janeiro, a organização criminosa atuou em diversas contratações no Rio de Janeiro, entre os anos de 2008 e 2014. Foi estruturada para que o ex-governador Sérgio Cabral recebesse uma “mesada” de até R$ 500 mil da empreiteira Carioca Engenharia.
A mesada foi acertada em reunião entre o então secretário de governo Wilson Carlos e diretores da empreiteira, em um restaurante no Centro do Rio. Pelo acordo, o governador passou a receber R$ 200 mil por mês como “mesada”.
Em contrapartida, a empreiteira tinha a garantia dos contratos de obras que estavam prestes a serem contratadas com governo estadual. Pelo acordo, o valor das “contribuições” deveria ser calculado de acordo com o percentual de 5% do faturamento das obras.























