O ministro do gabinete de guerra de Israel, Benny Gantz, ameaçou deixar o governo se for anunciado um novo plano de guerra
Por Misto Brasil – DF
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, está sob pressão crescente por parte de seu próprio gabinete em relação aos planos para a Faixa de Gaza após o conflito – mesmo que a ofensiva israelense contra o Hamas não dê sinais de fim.
Neste sábado (18), o ministro do gabinete de guerra de Israel, Benny Gantz, ameaçou deixar o governo se Netanyahu não anunciar até 8 de junho um novo plano de guerra que inclua uma administração internacional, árabe e palestina para lidar com os assuntos civis em Gaza.
Gantz apresentou um plano de seis pontos que prevê também o retorno dos reféns às suas casas, o fim do domínio do Hamas em Gaza e a desmilitarização do enclave palestino. O plano ainda defende que sejam feitos esforços para normalizar as relações de Israel com a Arábia Saudita.
Adversário político de longa data de Netanyahu, o centrista Gantz juntou-se à coalizão de governo israelense e ao gabinete de guerra nos primeiros dias da ofensiva israelense contra Gaza, em outubro de 2023.
A renúncia dele deixaria Netanyahu ainda mais dependente de seus aliados de extrema direita, que têm adotado uma linha dura nas negociações sobre o cessar-fogo e defendem que Israel ocupe Gaza após o conflito.
Mas a pressão sobre Netanyahu não vem só de Gantz. O ministro da Defesa israelense, Yoav Gallant, outro membro do gabinete de guerra, também pediu um plano pós-guerra para a administração palestina.
Em discurso dias atrás, ele contradisse o primeiro-ministro publicamente e se opôs a qualquer governo militar em Gaza após o fim dos combates, informou a DW.














