Foram 338 episódios registrados contra pré-candidatos, candidatos, ocupantes e ex-ocupantes de cargos públicos
Por Misto Brasil – DF
O Brasil registrou 338 episódios de violência política entre julho e setembro deste ano, período que abrange a fase de definição de candidaturas e o período formal campanha eleitoral.
O número é um recorde da série histórica mantida desde 2019 pelo Observatório de Violência Política e Eleitoral no Brasil, da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio).
No mesmo período eleitoral de 2022, por exemplo 263 casos foram identificados.
Segundo o estudo, 26 estados brasileiros testemunharam algum tipo de violência contra lideranças políticas ou seus familiares.
Apenas o Distrito Federal, que não tem eleições municipais, não registrou casos no período analisado.
A análise considera agressões contra pré-candidatos, candidatos, ocupantes e ex-ocupantes de cargos públicos, e mandatários como vereadores, prefeitos e governadores.
Casos envolvendo eleitores não são considerados. Desde 2019, o Observatório já contabilizou 2.673 episódios de violência política no país.
No último trimestre, o estado que liderou as agressões políticas foi São Paulo, com 58 episódios, seguido do Rio de Janeiro, com 47.
Bahia, Ceará e Paraíba empatam em terceiro lugar, com 23 casos cada. 25 dos 29 partidos registrados no Brasil foram atingidos.
A maioria das vítimas são lideranças que concorrem neste pleito municipal.
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