Na tradicional ceia de Natal, itens como bacalhau importado, espumantes e refrigerantes possuem taxas entre 40% e 60%
Por Isadora Lira – DF
Com a chegada das festividades de fim de ano, como o Natal, o consumo se intensifica, evidenciando a expressiva carga tributária que incide sobre produtos comuns na ceia e nas trocas de presentes.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributacão (IBPT), a tributação sobre o consumo no Brasil pode ultrapassar 70% em itens como perfumes importados e videogames.
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A falta de conhecimento sobre esses percentuais faz com que consumidores paguem valores significativamente elevados sem perceber a proporção destinada ao Fisco.
Na tradicional ceia de Natal, itens como bacalhau importado, espumantes e refrigerantes possuem taxas entre 40% e 60%, tornando o jantar mais caro.
O panetone, por exemplo, é tributado em 34,63%, enquanto um simples peru ou chester carrega 29,32% em impostos. Já na troca de presentes, produtos importados como tênis e eletrônicos acumulam tributação acima de 50%, com destaque para celulares e tablets.
Esse cenário é reflexo do modelo tributário brasileiro, que prioriza tributos sobre o consumo em detrimento da renda, afetando de forma desproporcional as famílias de média e baixa renda.
Enquanto os consumidores mais ricos conseguem absorver o impacto desses valores, os mais pobres sacrificam seu orçamento para celebrar a data.
Especialistas defendem que a reforma tributária poderia amenizar essas distorções. Contudo, as propostas atuais focam na simplificação e na neutralidade arrecadatória, o que significa que o peso sobre os preços finais dificilmente será alterado.
Assim, resta ao consumidor buscar estratégias para economizar, como comprar produtos nacionais, antecipar as compras ou aproveitar promoções.
Por fim, a alta carga tributária durante o Natal serve como um alerta sobre a necessidade de um sistema mais justo, que diminua o peso sobre os produtos essenciais e promova equidade entre as classes sociais.























