Por mais que se largue a indignação e se fique com a pena, não dá para colocar 503 condenados no mesmo barco
Por Genésio Araújo Júnior – DF
Vou contar uma história para vocês. Uma cabeleireira com dois filhos pequenos participava de uma quadrilha que iria assaltar (0:08) um banco. Ela não iria dirigir o poçante, nem usar armas ou financiar nada.
A missão dela, dar um sinal ao passar batom em seus lábios carnudos à frente do banco para informar que eles poderiam invadir e barbarizar. Nada mais. Um crime, para quem estudou um pouquinho, se dá quando se encaixa no tipo penal, existe a tal antijuridicidade e a culpabilidade.
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É claro que a cabeleireira está dentro dessa caixinha. Existe um grande rumor sobre a cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, que está prestes a ser condenada a 14 anos pelos atos do 8 de janeiro, segundo as redes sociais, por ter pichado a estátua da justiça com um batom. Ela assumiu a culpa e se disse arrependida.
Ela já está em prisão domiciliar. Alexandre de Moraes já deu prisão domiciliar a um condenado pelos atos de 8 de janeiro, que está em tratamento de câncer.
Por mais que se largue a indignação e se fique com a pena, não dá para colocar 503 condenados no mesmo barco.
Mas ainda lembra da outra cabeleireira do banco? Não dá para ter peninha daquele que passou 4 anos formulando e dizendo aos incautos que viraram facínoras que aquele banco tinha um gerente ladrão e que era legítimo invadirem o banco.
Não confunde cabeleireiras com maquiadores de História.
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