Propostas de Hugo Motta e palavras largadas ao vento

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Deputado Hugo Motta durante reunião com líderes partidários/Arquivo/Marina Ramos /Câmara dos Deputados
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Reforma administrativa e fim de isenções só vão valer para o ano que vem, sob o risco de judicialização

Por Genésio Araújo Júnior – DF

O jovem presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Mota, tomou posse em fevereiro, mas inaugurou de fato seu mandato como chefe do Legislativo, nesta quinta-feira, 29 de maio de 2025.

Ele disse, entre outras coisas, que a sociedade não aguenta mais, não temos preocupação com as emendas. Ele falou muito mais, precisamos rever as isenções fiscais, precisamos rever a desvinculação das nossas receitas, precisamos de uma reforma administrativa, só isso vai melhorar o ambiente econômico.

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Leia: “Clima é para derrubada do decreto do IOF”, diz Hugo Motta

Arrisco dizer que não foram palavras largadas ao vento, tão comum em tempos levianos da pós-verdade. Quem fala assim não é gago, como diz o povo.

Pode-se dizer muita coisa, pode-se dizer que o Legislativo se impõe, fragiliza o Ministério da Fazenda, namora com a oposição, mas Hugo Mota sabe que reforma administrativa e fim de isenções só vão valer para o ano que vem, sob o risco de judicialização.

É certo que as mudanças que dariam 20 bilhões de reais ao Tesouro via IOF devem ser esquecidas. Fernanda Haddad, que se vire, bem, agora a conta é de todos.

Duvido que nos próximos dez dias se vá resolver coisas que desde 2002 não são enfrentadas, seja pela esquerda, direita ou centro.

Quem foi que disse que o céu é perto?

 

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