Embora as campanhas de conscientização sejam vitais, o reconhecimento dos sinais de alerta é primordial na prevenção da saúde mental
Por Misto Brasil – DF
Com o tema “Se precisar, peça ajuda”, a campanha Setembro Amarelo de 2025 reforça a urgência de abordar o suicídio como um grave problema de saúde pública.
A psiquiatra e professor de Medicina do Centro Universitário de Brasília (CEUB), Lucas Benevides, a prevenção começa com um olhar atento para diferenciar a tristeza passageira de um sofrimento mental persistente.
Hoje (09) foi publicada a lei que Institui a campanha Setembro Amarelo, o Dia Nacional de Prevenção da Automutilação e o Dia Nacional de Prevenção do Suicídio. Veja o que diz a lei
Embora as campanhas de conscientização sejam vitais para reduzir o estigma da saúde mental, o reconhecimento dos sinais de alerta é primordial.
Mudanças de humor repentinas, isolamento social, verbalização do desejo de morrer e comportamento impulsivo são indicativos importantes.
Em paralelo, Benevides observa um aumento significativo de pessoas que se sentem à vontade para buscar ajuda e compartilhar abertamente suas experiências, o que é um avanço.
“A tristeza geralmente tem um gatilho específico e tende a melhorar com o tempo ou com mudanças nas circunstâncias, enquanto o sofrimento mental pode persistir e afetar a qualidade de vida de maneira mais abrangente”.
“Devemos sempre multiplicar essas iniciativas e fornecer ajuda e compreensão a quem precisa. O Estado também precisa aprimorar seu papel, garantindo financiamento adequado para a saúde mental e legislação que apoie o tratamento e a prevenção”.
O primeiro passo para tratar problemas desordens mentais envolve uma avaliação profissional detalhada para determinar o plano de tratamento mais adequado, que pode incluir psicoterapia, medicação antidepressiva ou estabilizadores de humor.
“Terapia e medicação frequentemente funcionam melhor em conjunto, proporcionando estratégias de enfrentamento e correção de desequilíbrios químicos”.
O Centro Universitário de Brasília oferece suporte à saúde mental com serviços de psiquiatria e psicologia acessíveis à comunidade. A atendimento é oferecido pelo Centro de Atendimento à Comunidade (CAC).
Para o atendimento psicológico, a Clínica Escola de Psicologia do Ceub atende crianças, adolescentes, adultos, casais e famílias, com sessões semanais. Os agendamentos podem ser feitos por telefone (61) 3966-1660 ou presencialmente. As consultas custam R$ 40 que acontecem no Setor Comercial Sul, em Brasília.
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