Em postagem nas redes sociais, Ciro Nogueira defendeu um novo texto que restringe o alcance da blindagem apenas a crimes contra honra
Por Misto Brasil – DF
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o senador Otto Alencar (PSD-BA), reforçou ontem (22) que irá colocar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem, vinda da Câmara, para votação no colegiado nesta quarta.
Ao jornalO Globo, Alencar rejeitou a possibilidade de levar à votação um texto alternativo, que vem sendo negociado nos bastidores por parlamentares do Centrão.
Em postagem nas redes sociais, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) defendeu um novo texto que restringe o alcance da blindagem apenas a crimes contra honra. Alencar disse que Ciro está “tentando uma saída honrosa para quem votou a favor”.
“O texto será votado como primeiro item da sessão de quarta-feira, não há chance de ser diferente. O que o Ciro (Nogueira) está querendo é uma saída honrosa para quem já se posicionou a favor”.
“Vou votar o relatório do Alessandro Vieira (MDB-SE). E se ainda vier esse texto defendido pelo Ciro, será colocado para votar da mesma forma, mas eu acho que ele terá dificuldades para conseguir isso”.
Em postagem nas redes sociais, Ciro defendeu um novo texto que restringe o alcance da blindagem apenas a crimes contra honra.
“Minha proposta é apresentar um aperfeiçoamento que pode atender à cidadania e fortalecer as prerrogativas simultaneamente. Essa prerrogativa seria assegurada apenas para crimes de opinião. Democracias fortes são as que têm Parlamentos fortes. Nada mais da essência do Parlamento do que a livre manifestação do pensamento, seja qual for a orientação política”.
Outros dois pontos considerados polêmicos também seriam retirados: o voto secreto na validação das investigações contra parlamentares e a ampliação do foro privilegiado para presidentes de partido.
Desde a aprovação, a proposta virou alvo de críticas. O relator da CCJ no Senado, Alessandro Vieira (MDB-SE), já anunciou que dará parecer contrário. Como mostrou à mídia, dos 27 integrantes do colegiado, 18 afirmam ser contra a proposta.


