Na cronologia recente do embate político entre Trump e Lula da Silva, os bolsonaristas terão que explicar suas posições controversas
Por Genésio Araújo Júnior – DF
O povo diz que o tempo é o senhor de tudo. Quem disse isso não foi o gênio Martin Heidegger, autor de Ser e o Tempo, que ficou famoso por defender Adolf Hitler para assumir o emprego de reitor da universidade alemã de sua terra.
No dia 2 de abril, o dia da libertação, Donald Trump lançou seu tarifaço sobre o mundo.
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O Brasil foi taxado em 10%. No dia 9 de julho, mandou uma carta para o presidente Lula da Silva aplicando um tarifaço de 50% no Brasil.
Ele começava a carta dizendo que a forma como o Brasil tratava o ex-presidente Jair Bolsonaro era uma vergonha internacional.
O Brasil era o primeiro país a ser taxado por conta de uma questão política. Em 30 de julho, os Estados Unidos aplicam a Lei Magnitsky em Alexandre de Moraes, algo oficializado em 2016 para ser aplicado em ditadores.
No dia 7 de setembro, apoiadores bolsonaristas agradecem Donald Trump e estenderam uma bandeiraço dos Estados Unidos na vendida paulista, maior que qualquer bandeira do Brasil.
Nesse 6 de outubro, Donald Trump ligou para Lula da Silva, diz que teve uma ótima conversa, que o que importa é a economia e que os dois se darão muito bem juntos.
O tempo é o senhor de tudo, mas até hoje, passados 90 anos, as pessoas não se esquecem que o gênio Martin Heidegger defendeu Hitler por conta de um emprego.
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