Vice-presidente que incomoda o Palácio do Planalto

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Em meio a sérias suspeitas de desvios de recursos por executivos, a Caixa Econômica Federal pode ser beneficiada por uma injeção de recursos do FGTS, com a bênção do governo. Em 2017, o banco estatal suspendeu financiamentos imobiliários e segurou empréstimos para Estados e municípios, o que desagradou o setor produtivo e também a classe política.

Ontem, depois de ser pressionado e ameaçado, o presidente Michel Temer finalmente afastou vice-presidentes investigados. Segundo Gerson Camarotti, entre os quatro vice-presidentes da Caixa afastados, um causa preocupação maior no Palácio do Planalto: Roberto Derziê Sant’Anna (foto). Isso porque é apontado como um nome muito próximo ao próprio presidente Michel Temer. A Caixa tem 12 vices presidentes, dez dos quais do quadro de carreira.

De acordo com um levantamento independente, Roberto Derziê fornecia informações sobre operações em trâmite do banco ao presidente Michel Temer e ao ministro da Secretaria-Geral, Moreira Franco, ou atendido a pedidos dos dois.

O vice-presidente afirmou que o apelido “cabeça branca” se referia a Moreira Franco. Mas, segundo o documento, Roberto Derziê havia negado à Corregedoria da Caixa que tal apelido se referia ao ministro. Roberto Derziê já havia atuado como vice-presidente da Caixa durante o governo Dilma Rousseff, indicado pelo MDB como vice-presidente de Operações Corporativas. 

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