Presidente da Alerj suspeito de participar de organização criminosa

Deputado estadual Rodrigo Bacella RJ Misto Brasil
Deputado Rodrigo Bacellar que presidiu a Assembleia do Rio de Janeiro/Arquivo/Divulgação
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Ministro Alexandre de Moraes fez a avaliação na decisão em que mandou prender preventivamente o deputado Rodrigo Bacellar

Por Misto Brasil – DF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que a Polícia Federal (PF) apresentou “fortes indícios” de que o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil), participa de uma “organização criminosa”.

Moraes fez a avaliação na decisão em que mandou prender preventivamente Bacellar. Além disso, determinou seu afastamento da presidência da Alerj.

A imprensa informou esta tarde que foram encontrados R$ 90 mil no carro em que o deputado estadual utiliza para seus deslocamentos.

Leia: preso o presidente da Assembléia do Rio de Janeiro

A PF afirmou que Bacellar teve “ciência” de uma operação contra o deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Jóias, avisou o parlamentar e o orientou a retirar objetos.

“O deputado Estadual Rodrigo Bacellar, presidente da Alerj, toma ciência prévia da ação policial, conversa com o principal alvo de tal ação e ainda o orienta sobre a retirada de objetos de interesse da persecução da residência”, disse a representação da PF.

“Os fatos narrados pela Polícia Federal são gravíssimos, indicando que RODRIGO DA SILVA BACELLAR estaria atuando ativamente pela obstrução de investigações envolvendo facção criminosa e ações contra o crime organizado, inclusive com influência no Poder Executivo estadual, capazes de potencializar o risco de continuidade delitiva e de interferência indevida nas investigações da organização criminosa”.

“No caso em tela, em relação ao Deputado Estadual RODRIGO DA SILVA BACELLAR, são fortes os indícios da sua participação em organização criminosa”, disse o ministro.

Bacellar foi preso pela PF em uma operação deflagrada para combater a atuação de agentes públicos envolvidos no vazamento de informações sigilosas da investigação que prendeu o deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Jóias.

De acordo com a PF, a ação ilegal causou obstrução na investigação realizada no âmbito da Operação Zargun.

O envolvimento do presidente da Alerj foi descoberto pela PF após análise do material apreendido na operação de setembro. Bacellar foi preso na sede da PF após ser chamado para uma “reunião” com o superintendente.

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