Encerrada no último final de semana, a chamada janela partidária alterou sensivelmente a composição das legendas na Câmara dos Deputados. Os números não estão oficialmente fechados, mas já se pode apontar vencedores e perdedores no processo. Vamos a eles.
Em linhas gerais, cerca de 80 deputados mudaram de partido, embora a Casa registre, até o momento, 60 trocas.
A bancada que mais perdeu parlamentares foi o MDB, com pelo menos dez defecções. O saldo negativo confirma a percepção de que o presidente Temer perderá o protagonismo político no final de seu mandato. Também o neo-emedebista Henrique Meirelles sofre um pequeno revés com a saída desses deputados. Seu projeto presidencial sofreu um gol nos primeiros minutos de jogo.
Outro a perder foi o PSB. O partido, que acabou de receber em suas fileiras o ex-ministro Joaquim Barbosa, soma dez perdas até agora.
Entre os vencedores, dois casos se destacam. O DEM, que até pouco tempo atrás lutava para não se transformar em um nanico, ganhou, segundo as projeções, 14 deputados. Os méritos vão para o presidente da Casa, Rodrigo Maia, que vê seu projeto presidencial ganhar musculatura, e também para o prefeito de Salvador (BA), ACM Neto, jovem liderança que pretende alçar voos nacionais no futuro.
O outro caso de êxito registrado durante a vigência da janela foi o PSL. A explicação é óbvia. O ingresso de Jair Bolsonaro na legenda atraiu aos menos outros oito deputados, quadruplicando a bancada. Todos querendo carona no trem do presidenciável.
No Centrão, PP e PR também ganharam deputados.
De concreto, o PT sairá com a maior bancada, cerca de 60 deputados. Com isso, o principal partido de oposição tentará, de um lado, reforçar a defesa do ex-presidente Lula na Casa e, de outro, trabalhará firme contra a (pobre) agenda do governo Temer.
Às vésperas do período eleitoral, um bom posicionamento na Câmara é estratégico para os partidos. O quadro final, consolidado, sinalizará em definitivo quem ficou realmente bem na foto.
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