O contingenciamento vai afetar os contratos aluguéis, de carros e na frota de veículos. Um decreto deve ser editado
Por Misto Brasília – DF
Com as contas provavelmente no vermelho, o governo distrital vai apertar o cinto para os próximos meses. Foi o que anunciou a governadora Celina Leão (PP) que disse que var ter corte nos gastos.
O contingenciamento vai afetar os contratos aluguéis, de carros e na frota de veículos. As medidas foram apresentadas durante reunião com deputados distritais.
Há a possibilidade de que um decreto formalizando os cortes seja publicado até sexta-feira (17), conforme o g1.
A Agência Brasília informou que os cortes fazem parte das “diretrizes da condução fiscal do governo, com foco em responsabilidade, eficiência e melhor uso dos recursos públicos”.
Foram detalhadas as ações de revisão de despesas administrativas, com base em levantamento técnico da equipe econômica.
A governadora destacou que as medidas seguem critérios técnicos e serão implementadas com transparência, com o objetivo de assegurar o equilíbrio das contas públicas e a continuidade dos serviços à população.
A administração enfrenta dificuldades no caixa, com um deficit de R$ 1,7 bilhão em 2025 e relatos de dívidas contínuas em 2026.
Analistas apontam para uma deterioração das contas públicas, com o DF recebendo nota C na Capacidade de Pagamento (Capag) do Tesouro Nacional.
Segundo o deputado distrital Chico Vigilante (PT), durante a reunião também foram tratados temas como o reajuste salarial dos professores da Universidade do Distrito Federal (UnDF) — que estão em greve desde o dia 20 de março — e a destinação de emendas parlamentares.
O distrital avaliou o encontro como positivo, apesar de afirmar que há áreas em que os cortes não são possíveis, como a saúde e educação.
Em junho, o então governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, assinou o Decreto Nº 47.386, que contingencia R$ 1 bilhão em despesas variadas do orçamento local.
A medida, segundo o ex-secretário de Economia, Ney Ferraz, é meramente preventiva.
“Ela foi pensada para viabilizar os ajustes necessários ao longo dos próximos meses. É uma ação responsável que assegura o equilíbrio das contas públicas até o fim do ano”, explica ele.






















