Lula da Silva: “Nós discutimos assuntos considerados tabus”

Donald Trump e Lula da Silva Casa Branca Misto Brasil
Donald Trump cumprimento Lula da Silva na entrada da Casa Branca/Reprodução vídeo
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“Vocês sabem que o presidente Trump rindo é melhor que ele de cara feia. Então eu recebi ele rindo”, disse aos jornalistas depois da reunião

Por Misto Brasil – DF

O presidente Lula da Silva classificou o encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como uma “reunião muito produtiva” em uma publicação que mostrava os dois líderes sorridentes.

Após a reunião, Lula da Silva e os ministros que o acompanharam na viagem falaram brevemente com a imprensa na embaixada brasileira em Washington, sem a presença de Trump.

“Encontro produtivo”, “reunião excelente” e “extraordinária”, foram alguns dos adjetivos usados pelos ministros de Lula sobre a visita.

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“Nós discutimos assuntos que eram considerados tabus”, disse Lula da Silva, mencionando que os dois líderes discutiram terras raras e combate ao crime organizado, com o lado brasileiro dando ênfase na cooperação, e não na hegemonia de apenas um lado.

“Saio muito satisfeito da reunião. Vocês sabem que o presidente Trump rindo é melhor que ele de cara feia. Então eu recebi ele rindo, como é o povo brasileiro. O Brasil está preparado para discutir com qualquer país do mundo.”

Questionado por um jornalista sobre a guerra no Irã, Lula reiterou que se opõe à ação militar dos EUA ao país, e que prefere o diálogo, mas indicou que evitou antagonizar com Trump nesse tema.  “Não vou ficar brigando por causa da visão que ele tem da guerra”, disse Lula.

Lula também afirmou que está “muito otimista” sobre a questão do tarifaço imposto por Trump.

“Nossa relação é muito boa. Que pouca gente acreditava. E quero que seja assim com qualquer presidente do mundo”, afirmou Lula, afirmando que não acredita que Trump tente interferir nas próximas eleições no Brasil.

Reunião a portas fechadas sem surpresas

Foi o segundo encontro formal dos dois líderes desde o retorno do republicano à Casa Branca, em 2025.

No encontro, considerado como uma visita de trabalho – de caráter mais simples e objetivo do que uma visita de Estado –, havia previsão de discussão de temas que não foram pacificados em conversas anteriores, como barreiras tarifárias, acesso a terras raras e investigações comerciais, além de discussões sobre segurança pública, incluindo a possibilidade de classificar facções brasileiras como organizações terroristas.

O encontro a portas fechadas, contrastou com reuniões anteriores de Trump com os presidentes Volodimir Zelenski, da Ucrânia, e Cyril Ramaphosa, da África do Sul, nas quais o líder americano constrangeu os visitantes nas frentes das câmeras. No final, Lula não passou pela mesma situação tensa enfrentada por outros líderes na Casa Branca.

Cinco ministros acompanharam Lula na visita –  Mauro Vieira (Relações Exteriores); Dario Durigan (Fazenda); Márcio Rosa (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior); Alexandre Silveira (Minas e Energia);  Wellington César Lima e Silva (Justiça e Segurança Pública) –, além do diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Do lado dos EUA, além de Trump, participaram o vice-presidente JD Vance, a chefe de Gabinete, Susie Wiles, e o secretário do Tesouro, Scott Bessent.

Lula passou a noite na residência oficial da embaixadora do Brasil em Washington, antes de se dirigir à Casa Branca nesta quinta-feira.

Nos últimos meses, o presidente americano já vinha sinalizando disposição para encerrar a animosidade com Lula – estimulada por aliados da família do ex-presidente Jair Bolsonaro –, mas o terreno de negociação entre os dois governos ainda estava pouco alinhado.

O governo brasileiro parece empenhado em evitar um clima de tensão às vésperas da eleição presidencial. Também no segundo semestre, Trump deverá enfrentar um quadro bastante complicado nas eleições de meio de mandato nos EUA, em meio à baixa popularidade de seu governo.

Apesar de amplamente noticiada, a viagem demorou a ser oficializada, um gesto incomum que analistas viam como receio de um possível cancelamento de última hora. No início do ano, Lula chegou a anunciar que iria aos Estados Unidos em março, o que acabou não ocorrendo devido à guerra no Irã.

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