Os nomes de 12 dos 24 deputados estariam numa prévia da delação premiada do ex-presidente do Banco de Brasília
Por Misto Brasília – DF
Pelo menos a metade dos 24 deputados distritais teriam recebido um mensalão de R$ 150 mil no esquema do Banco Master.
A informação supostamente consta de uma prévia da delação do ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, que está preso numa unidade da Polícia Militar que fica junto ao complexo da Papuda.
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De acordo com reportagem do Vero Notícias, os documentos que estão sendo elaborados pelos advogados Davi Tangerino e Eugênio Aragão, integram a negociação de colaboração premiada de Costa com a Procuradoria-Geral da República (PGR).
A lista dos parlamentares beneficiados pela “ajuda mensal” não foi divulgada, mas o site informou que tem os nomes e que a revelação depende ainda de uma avaliação.
O Misto Brasil perguntou ao editor sobre estes nomes e se há distritais filiados ao PL ou Republicanos. A resposta foi direta: “Tem”.
Nesta terça-feira (12), a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) prometeu fazer campanha negativa, declarou durante sessão da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
Na segunda-feira (11), o senador Izalci Lucas (PL-DF) fez um discurso no plenário do Senado. O parlamentar citou a prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e disse que o caso atinge uma das principais estruturas da administração do DF.
“O que tem acontecido nos últimos meses no Brasil e, principalmente, aqui no DF, não é uma simples sequência de fatos isolados, não é a soma de coincidências políticas”.
“O que estamos vendo é uma estrutura de poder sendo revelada aos poucos, com operações, delações, prisões, investigações e personagens que sempre aparecem nos mesmos lugares”.
Na Câmara Legislativa, os deputados da oposição ainda não se manifestaram sobre o suposto mensalão, apesar de questionados pelo site.
Outra investigação
Em outra frente de investigação, o Ministério Público de Contas do Distrito Federal apontou indícios de irregularidades em contratos firmados entre a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEE-DF) e o Banco de Brasília (BRB).
O documento questiona a contratação direta do banco, sem licitação, para operacionalizar programas sociais por meio de cartões de pagamento.
A representação foi protocolada pela Quarta Procuradoria do MPC-DF, que aguarda análise do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF).
O Governo do Distrito Federal (GDF) teria alterado, nos últimos anos, a forma de execução de programas suplementares da rede pública, como o Cartão Uniforme Escolar e o Cartão Material Escolar.
O antigo modelo, baseado em licitação e distribuição dos itens pelas escolas, foi substituído pela entrega de cartões administrados pelo BRB para os responsáveis realizarem a compra diretamente em fornecedores credenciados.
O governo distrital estuda securitizar a dívida ativa para ajudar a solucionar o rombo no BRB. Segundo apuração da CNN, essa é uma das três frentes em que o governo distrital trabalha para resolver a crise no banco estatal.
A ideia estudada pelo governo distrital seria vender inicialmente entre R$ 3,5 bilhões e R$ 4 bilhões de títulos com maior probabilidade de recebimento, o que representa cerca de 8% do valor total da dívida ativa do DF.
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