Vorcaro, do Master, teria financiado filme sobre Bolsonaro

Jair Bolsonaro escolta hospital Misto Brasil
Jair Bolsonaro é escoltado na saída de hospital após exames médicos/Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
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Flávio Bolsonaro fez um apelo dramático ao banqueiro para que o filme fosse concluído. A produção estava ameaçada de não acontecer

Por Misto Brasil – DF

O banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, pode ter financiado parte do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Chamado de Dark hourse, o Azarão, a produção teve pré estreia em abril e deverá ser apresentado ao público em geral em setembro.

O financiamento do filme pelo banqueiro foi solicitado numa gravação divulgada nesta quarta-feira (13). Nela, o filho de Bolsonaro, e pré-candidato à Presidência, senador Flávio Bolsonaro, faz um apelo, quase uma súplica, a Daniel Vorcaro. Atualizado às 16h09

Ouça a gravação com Flávio Bolsonaro logo abaixo

Na porta do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Bolsonaro afirmou que “é mentira, pelo amor de Deus, de onde você tirou isso? É dinheiro privado, dinheiro privado, dinheiro privado”.

A gravação foi divulgada no Instagram do Intercept Brasil, site de tendência de esquerda. Poucoi mais tarde, o Metrópoles publicou que Vorcaro teria pago R$ 61 milhões para que a produção fosse concluída.

Pela conversa na gravação, o filme estava ameaçado e, se foi concluído, é porque houve algum aporte de recursos que salvou a conclusão.

O Intercept Brasil afirma na postagem que Flávio Bolsonaro negociou com Daniel Vorcaro pagamento de R$ 134 milhões para bancar filme.

“Diálogos obtidos por nossa equipe mostram cobranças por dinheiro, transferências milionárias, áudios e articulações de bastidores envolvendo nomes como Eduardo Bolsonaro, Mário Frias, Thiago Miranda, ex-CEO do Portal Léo Dias, e o advogado Fabiano Zettel”.

“Vorcaro, dono do Banco Master, pagou pelo menos 10 milhões de dólares para a produção do longa, segundo documentos analisados pela reportagem”.

As conversas mostram cobranças por dinheiro, negociações de bastidores e a participação de outros intermediários, como Eduardo Bolsonaro e Mário Frias, ex-secretário da Cultura do governo Bolsonaro e roteirista de “Dark Horse”.

 

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