Copa do Mundo aquece o mercado do varejo

Seleção brasileira treinador Carlo Ancelotti Misto Brasil
Carlo Ancelotti é o treinador da seleção brasileira masculina que irá à Copa/Divulgação/CBF
Compartilhe:

Itens como camisetas, artigos esportivos, bebidas, petiscos, churrasco e cerveja estão entre os mais desejados

Por Misto Brasil – DF

A Copa do Mundo costuma ser vista como uma oportunidade para o varejo brasileiro, mas, para o setor de moda, o torneio traz um efeito: a redução do fluxo de consumidores nas lojas físicas justamente em um dos períodos mais estratégicos do ano.

Dados compartilhados pela IEMI – Inteligência de Mercado, empresa especializada em pesquisas de mercado e assessoria empresarial, mostram que o mercado de artigos esportivos movimentou R$ 61,4 bilhões em 2025, dos quais cerca de R$ 20,5 bilhões vieram de produtos ligados ao futebol.

O segmento inclui camisas, chuteiras, agasalhos e acessórios esportivos, escreveu Maria Luíza Dourado, do InfoMoney.

Segundo Marcelo Prado, diretor do IEMI, a Copa produz um “efeito duplo” no consumo. Enquanto categorias ligadas ao futebol ganham força, parte do varejo tradicional de moda sofre com a queda de circulação nas lojas físicas.

“Quem apela para as cores da seleção acaba tendo impacto positivo”, afirmou Prado em entrevista ao InfoMoney. O desempenho da seleção brasileira também influencia diretamente as vendas. Se o Brasil avança na competição, cresce o engajamento dos consumidores e aumenta a demanda por camisas, agasalhos e peças inspiradas no universo do futebol.

Dados do Índice do Varejo Stone (IVS) mostram que o segmento de tecidos, vestuário e calçados cresceu 1,3% em abril na comparação anual, em um movimento que, segundo a própria Stone, já pode refletir os efeitos iniciais da Copa do Mundo sobre o consumo.

Segundo Guilherme Freitas, economista e pesquisador da Stone, parte desse avanço está ligada ao aumento das vendas de produtos associados ao torneio, como camisas de seleções e peças com referências ao futebol.

A expectativa é de que esse efeito se intensifique conforme a competição se aproxima.

O otimismo também aparece em outra frente. Pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil aponta que cerca de 99,2 milhões de consumidores pretendem fazer compras relacionadas à Copa de 2026.

Segundo o levantamento, 60% dos brasileiros planejam adquirir produtos ou serviços ligados ao torneio.

Entre os produtos mais procurados aparecem bebidas não alcoólicas, petiscos, carnes para churrasco e cerveja. Já no varejo de moda, o uniforme do torcedor segue como prioridade: 61% pretendem comprar camisas oficiais ou temáticas, além de bandeiras e acessórios ligados à seleção.

Mas o cenário muda quando o foco sai do varejo esportivo. “A Copa atrapalha o todo porque ela retira fluxo do varejo de moda”, afirma Prado.

Segundo o executivo, durante os jogos os consumidores deixam de frequentar lojas físicas para acompanhar as partidas, afetando especialmente operações dependentes de circulação espontânea em shopping centers – um movimento que deve se intensificar na Copa de 2026, que terá jogos no fim da tarde e início da noite, retirando frequentadores dos shoppings ou ao menos das lojas.

PARTICIPAÇÃO DO LEITOR

Participe desta discussão

Compartilhe sua opinião sobre este assunto. As participações passam por análise editorial antes de qualquer utilização no site.

Seu e-mail não será publicado.
Entre 20 e 3.000 caracteres.

Assuntos Relacionados

Siga o Misto Brasil

Acompanhe em todas as redes

Notícias, vídeos e destaques em tempo real. Escolha sua rede favorita.

Dica: acompanhe também pelo WhatsApp para receber atualizações rápidas.

Brasília e Entorno do DF

Oportunidades