Portaria do leilão de baterias deve sair em 15 dias

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Energia eólica deve ser uma nova frente de investimento da Petrobras e outras empresas/Arquivo/Divulgação
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É para a contratação de grandes sistemas de armazenamento de energia por baterias, gerada por fontes eólicas e solares

Por Misto Brasil – DF

Governo deve publicar em 15 dias a portaria para realização de leilão de baterias, segundo informou em São Paulo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

O ministro comentou que a modelagem do certame exigiu cautela por ser o primeiro do tipo no Brasil e por não contar com subsídio governamental.

“Discute-se agora no governo a questão do conteúdo local, que é algo fundamental, porque precisamos fortalecer a indústria nacional”, comentou durante o 5ª edição Fórum Esfera Brasil, em Guarujá.

Ministério de Minas e Energia (MME) e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) preparam o primeiro leilão exclusivo para a contratação de grandes sistemas de armazenamento de energia por baterias (BESS). 

O objetivo é armazenar energia excedente (gerada por fontes eólicas e solares) para ser usada nos horários de pico, garantindo a estabilidade do sistema e evitando o uso de termelétricas.

Para a CEO da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Gannoun,o Brasil está bem posicionado para a transição energética, mas precisa de ajustes importantes, como regulatórios e legais que permitam acelerar tais investimentos.

“Nós temos o verdadeiro bônus verde por ter a energia abundante e competitiva. O Brasil sai disparado na frente dos outros países, mas temos alguns desafios.”

OCEO da Eneva, Lino Cançado, considera que a economia mundial hoje em dia requer energia 24 horas por dia, sete dias na semana. “Além desse ‘bônus verde’ a gente também tem que garantir que a energia seja entregue”.

Adriano Pires, sócio do Centro Brasileiro de Infraestrutura, apontou os gargalos de transmissão, a necessidade de ampliar a capacidade de armazenar energia, a lentidão regulatória e a insegurança jurídica entre os desafios. “O desafio do Brasil é ser amigável ao investimento privado”.

Para o ministro dos Transportes, George Santoro, projetos com matriz de risco bem definida, boa modelagem econômica e regulação adequada atraem investidores mesmo em cenários difíceis.

Ele disse ainda que há uma carteira relevante de concessões rodoviárias e ferroviárias, corredores logísticos e R$ 240 bilhões contratados em obras rodoviárias.

O presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Vander Costa, afirmou que a infraestrutura da nova economia necessária para o desenvolvimento não se limita apenas à de transportes, mas também às de saneamento, hospitalar e transmissão de energia, por exemplo.

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