A cotação do dólar à vista ante o real encerrou a sessão desta terça-feira em baixa de 0,35%, cotado a exatos R$ 5
Por Misto Brasil – DF
O Ibovespa encerrou a sessão desta segunda-feira (02) em alta de 1,71%, aos 174.284, interrompendo a sequência de cinco pregões de recuo.
O movimento, em linha com os pares americanos, foi sustentado pelas ações da Vale e das siderúrgicas, e ignorou, quase que completamente, o anúncio de barreiras comerciais de 25% impostas pelo governo dos EUA ao Brasil.
Segundo Sidney Lima da Ouro Preto Investimentos, o alívio da bolsa não reflete uma mudança de tendência, e sim a um ajuste técnico diante de um ambiente externo adverso.
Para ele, o mercado demonstra capacidade de absorver o ruído do tarifaço dos EUA e a pressão vinda do petróleo sem reprecificação relevante de risco doméstico, conforme o InfoMoney.
Lima afirma que o impacto econômico das tarifas é marginal no curto prazo.
Ele diz, o foco dos investidores está mais concentrado na dinâmica inflacionária global e na trajetória de juros, o que explica a liderança de algumas commodities no pregão e a ausência de estresse significativo no câmbio.
A cotação do dólar ante o real encerrou a sessão desta terça-feira (2) em baixa de 0,35%, cotado a exatos R$ 5, em linha com o exterior em uma sessão de estabilidade no mercado cambial.
O índice DXY, que mede a força do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, está na região dos 99 pontos e registra alta discreta de cerca de 0,02% nesta sessão.
No pregão, o real ignorou o anúncio de novas tarifas americanas de 25% contra os produtos brasileiros. na visão dos agentes de mercado ouvidos pelo Times Brasil, o impacto da barreira comercial é limitada à medida em que a medida prevê exceções para itens relevantes da pauta exportadora.
Segundo Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Férum Investimentos, a divisa brasileira encontrou uma faixa de estabilidade entre R$ 5,00 e R$ 5,09.
“Isso demonstra força compradora sempre que se aproxima novamente da região dos R$ 5,00″.
“O mercado, portanto, não tem permitido que a cotação caia de forma consistente abaixo desse patamar”.

















