O órgão acompanha diferentes modelos de transações transfronteiriças que já permitem a brasileiros utilizar o Pix em outros países.
Por Misto Brasil – DF
O Banco Central (BC) informou em relatório de gestão divulgado nesta segunda-feira (10) que pretende iniciar uma etapa de internacionalização do Pix, com o objetivo de facilitar a disponibilização de moeda local em operações originadas por remessas internacionais.
O tema aparece entre as ações futuras elencadas para o sistema de pagamentos instantâneos, que registrou recordes de transações, volume financeiro e número de usuários em 2025.
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Segundo o BC, o órgão acompanha diferentes modelos de transações transfronteiriças que já permitem a brasileiros utilizar o Pix em outros países por meio de aplicativos de instituições financeiras estrangeiras.
“Além do monitoramento desses modelos, o BC avalia a interligação do Pix com sistemas de pagamentos instantâneos de outras jurisdições”, afirma o relatório. Estão em discussão tanto conexões bilaterais quanto a participação em hubs multilaterais.
De acordo com o banco, essas interligações permitiriam a realização de remessas internacionais e pagamentos de compras com disponibilização dos recursos em moeda local em poucos segundos.
“A interligação de sistemas de pagamentos instantâneos tem o potencial de diminuir as tarifas, aumentar a velocidade, ampliar o acesso e melhorar a transparência de transações transfronteiriças”, acrescenta. Ainda não está claro como a conexão de sistemas poderia acontecer.
O impacto do sistema em empresas estrangeiras foi um dos motivos dados pelos EUA para ampliar tarifas contra o Brasil.
Entre as iniciativas em estudo para os próximos anos está também a possibilidade de realizar transações Pix sem necessidade de conexão à internet por parte do usuário pagador.
“Por meio dessa solução, espera-se que transações Pix possam ser iniciadas por meio de qualquer dispositivo com tecnologia NFC, o que inclui, além dos próprios telefones celulares, cartões de plástico, tags e wearables, como relógios e pulseiras”, diz o relatório.













