Em Cali, onde os hospitais atingiram a capacidade máxima, as autoridades decretaram toque de recolher e militarização da cidade.
Por Misto Brasil – DF
Os socorristas e voluntários trabalham contra o tempo nesta terça-feira (11) para encontrar sobreviventes após o terremoto mais forte registrado na Colômbia na última década. Segundo o balanço mais recente, o desastre deixou ao menos 132 mortos, mais de 500 feridos e dezenas de desaparecidos.
Em Cali, onde os hospitais atingiram a capacidade máxima, as autoridades decretaram toque de recolher e determinaram a militarização da cidade.
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Segundo o balanço mais recente das autoridades, o desastre deixou 175 mortos até agora, 483 feridos e provocou o desabamento de dezenas de edificações.
Uma avaliação preliminar do sistema PAGER, do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), coloca as perdas econômicas mais prováveis entre US$ 100 milhões e US$ 1 bilhão.
O presidente Abelardo de la Espriella, empossado há quatro dias, declarou estado de emergência em todo o país e prometeu coordenar uma ampla operação de resgate. Pelo menos 18 unidades de saúde e 52 instituições de ensino sofreram danos estruturais.
Seis aeroportos também registraram problemas e suspenderam operações comerciais.
O terremoto, de magnitude 7,4, ocorreu às 7h34 no horário local (9h34 em Brasília), segundo os serviços geológicos da Colômbia e dos Estados Unidos. O epicentro foi registrado no município de San José del Palmar, no departamento de Chocó, a 103 quilômetros de profundidade.
Nas primeiras horas após o tremor, cidades do oeste do país viveram momentos de pânico. Milhares de pessoas deixaram suas casas e ocuparam as ruas enquanto edifícios desabavam ou apresentavam graves danos estruturais.
Em Cali, terceira maior cidade da Colômbia e uma das áreas mais atingidas, equipes de resgate removiam escombros com as próprias mãos em busca de sobreviventes.
Ao menos 26 pessoas morreram e 456 ficaram feridas na cidade. Os hospitais locais atingiram 100% da capacidade de atendimento, situação agravada pela evacuação de quatro grandes unidades de saúde afetadas pelos tremores.
Uma ala do Hospital Universitario del Valle Evaristo García (HUV), um dos principais centros de alta complexidade da cidade, sofreu colapso parcial. Imagens do desabamento viralizaram nas redes sociais.
Os danos obrigaram a transferência de pacientes e serviços para tendas instaladas no estacionamento e nas áreas verdes do complexo hospitalar, informou a Agência DW.

















