Em carta, Flávio se autodeclara presidente do Brasil e depois recua

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Flávio Bolsonaro durante a sabatina TV Globo na campanha presidencial/Arquivo
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A primeira publicação de Flávio com a carta foi apagada pelo parlamentar. Em seguida, uma nova versão foi publicada.

Por Misto Brasil

Em uma carta golpista publicada numa rede social, o senador Flávio Bolsonaro se autodeclarou nesta quarta-feira (28) “o verdadeiro presidente” do Brasil. Ele pousou mais cedo em Miami, nos Estados Unidos, com a sua família, depois de ter fugido pela Argentina.

“Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente do Brasil”, diz a abertura do texto. A primeira de três páginas carrega o brasão da República Federativa do Brasil.

A primeira publicação de Flávio com a carta foi apagada pelo parlamentar. Em seguida, uma nova versão foi publicada, na qual Flávio se autointitula “o líder do Brasil”, em vez de “o verdadeiro presidente”.

Sem apresentar qualquer prova, Flávio diz ainda que houve fraude eleitoral no segundo turno e que ele é alvo de perseguição política por um “regime de exceção instaurado no Brasil”. Ele ainda agradece os presidentes da Argentina, Javier Milei, e dos Estados Unidos, Donald Trump, por tê-lo acolhido.

O senador chama de “ilegítima e ilegal” a atuação do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), em referência à prorrogação da votação no segundo turno.

A extensão do horário, entretanto, teve impacto limitado, e Flávio obteve menos 4,4 milhões de votos do que o presidente Lula da Silva.

Segundo Flávio, a determinação do STF para que ele entregasse seus passaportes à Polícia Federal (PF) foi uma resposta ao seu questionamento da integridade eleitoral.

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, no entanto, teve como base um pedido da PF, que viu risco de fuga do senador, investigado por suposta lavagem de dinheiro através da sua conexão com o advogado Willer Tomaz.

“Não era minha intenção deixar minha pátria, mas eu sei exatamente onde isso vai dar. Isso é o manual clássico de qualquer golpe de Estado,” afirma o documento, no qual o senador se diz alvo de uma “caça às bruxas politicamente motivada”.

“Ao longo de toda a campanha, houve abuso de poder político, econômico e uso da máquina pública em favor da reeleição (de Lula)”, diz ainda a carta.

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