Caso tenha seu pedido aceito, o Brasil entrará em uma lista da qual fazem parte Canadá, Coreia do Sul, Estados Unidos, Japão.
Por Marcelo Brandão
O presidente Lula da Silva viajará à Manilla, capital das Filipinas, para estreitar o relacionamento do Brasil com o Sudoeste Asiático. Ele participará como convidado da Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), no dia 15 de novembro.

Em janeiro deste ano, o Brasil formalizou o pedido de elevar seu relacionamento com o bloco, passando de Parceiro de Diálogo Setorial para Parceiro de Diálogo. Esse é o mais alto nível possível de engajamento com o bloco.
Caso tenha seu pedido aceito, o Brasil entrará em uma lista da qual fazem parte Canadá, Coreia do Sul, Estados Unidos, Japão, entre outros.
“Acreditamos que a elevação dessa parceria vai permitir fortalecer a proximidade crescente que o Brasil já vem desenvolvendo com o bloco”, explicou a secretária de Ásia e Pacífico do Ministério das Relações Exteriores, embaixadora Susan Kleebanka.
Está previsto um pronunciamento do presidente brasileiro na abertura da cúpula. A possibilidade desse discurso é visto pela diplomacia brasileira como um sinal de respeito ao Brasil e um privilégio de um país não membro do bloco. Geralmente, a fala de abertura é reservada apenas ao líder do país-sede da cúpula.
O convite feito a Lula da Silva, pelo segundo ano consecutivo, também demonstra o respeito do bloco ao Brasil, na visão do Itamaraty. Em 2025, Lula foi convidado a participar da cúpula, ocorrida na Malásia. Agora, o convite se repete, para ir às Filipinas.
O comércio brasileiro com os países da Asean vem ganhando importância ao longo dos anos, tendo aumentado dez vezes entre 2003 a 2025, passando de US$ 3 bilhões para US$ 38 bilhões, com uma taxa média de 12% de crescimento anual.
Os Estados-membros da Asean são Indonésia, Malásia, Filipinas, Singapura, Tailândia, Vietnã, Timor Leste, Mianmar, Brunei, Camboja e Laos.
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