A coalizão de Netanyahu, sustentada por partidos de ultradireita e ortodoxos, conquistou 53 das 120 cadeiras do Knesset.
Por Misto Brasil
O oposicionista Gadi Eisenkot vai liderar as negociações para a formação de um novo governo em Israel — passo que poderá pôr fim à era de Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro mais longevo do país.
O anúncio foi feito no sábado (07) pelo presidente de Israel, Isaac Herzog, após consultas com os partidos eleitos ao Parlamento no pleito do último dia 27 de outubro.
A coalizão de Netanyahu, sustentada por partidos de ultradireita e ortodoxos, conquistou 53 das 120 cadeiras do Knesset, ficando sem maioria para governar.
A aliança liderada por Eisenkot, por sua vez, obteve menos que isso: 48 assentos. Mas as 19 vagas restantes foram preenchidas por partidos da minoria árabe-israelense, que também rejeitam Netanyahu.
Todos esses 67 parlamentares de oposição apoiaram o nome de Eisenkot. Outros 46 apoiaram Netanyahu.
O partido Judaísmo Unido da Torá (UTJ), com sete cadeiras e historicamente parte da coalizão de Netanyahu, se absteve de recomendar qualquer candidato depois que o bloco de Eisenkot sinalizou abertura para uma aliança antes considerada improvável com os ultraortodoxos.
Pelas regras vigentes em Israel, Eisenkot terá prazo de 28 dias, prorrogáveis por mais 14 dias, para constituir um novo governo.
Ele deverá ser incumbido oficialmente da tarefa neste domingo por Herzog. “Farei o possível para que sejamos dignos [de governar]”, reagiu Eisenkot nas redes sociais.
Nenhum partido em Israel jamais conquistou maioria absoluta. Por isso, os governos são formados por coalizões partidárias, após negociações que frequentemente duram várias semanas. Cada cadeira no Knesset conta, e pequenos partidos podem desempenhar papel decisivo ao se tornarem fiadores da maioria.
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