Abílio Diniz e ex-presidente da BRF são indiciados pela Federal

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No relatório final da operação Trapaça entregue nesta segunda-feira à Justiça Federal, a Polícia Federal usou a troca de mensagens por meio do aplicativo WhatsApp e acesso a emails para indiciar o empresário Abílio Diniz (ex-dono do grupo Pão de Açucar) e o ex-presidente da empresa de alimentos BRF Pedro de Andrade Faria.

Os executivos são suspeitos de terem cometido crimes de estelionato, contra a saúde pública, falsidade ideológica e organização criminosa, de acordo com o documento obtido pela Reuters. Ao todo, foram 43 indiciados na operação. Caberá ao Ministério Público Federal decidir se oferece denúncia com base nas conclusões da polícia, se pede novas diligências ou se arquiva a apuração, por não considerar haver provas para fazer uma acusação criminal contra os citados.

No relatório de 404 páginas, o delegado da PF Maurício Moscardi Grillo afirma que a análise de arquivos durante a investigação, como conversas por mensagens de emails e WhatsApp, “concluiu-se a prática das condutas delitivas não se restringia ao círculo das equipes técnica e gerencial das fábricas da BRF”.

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