O governador Luiz Fernando Pezão é o quarto ocupante do Palácio Guanabara a ser preso. Antes dele foram alvo os ex-governadores Sérgio Cabral, Anthony e Rosinha Garotinho –os dois últimos por ações sem relação com a Lava Jato, mas com a Justiça eleitoral.
Também foram detidos, anteriormente, o presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Jorge Picciani (MDB) e nove parlamentares da Casa.Também já foram presos cinco dos sete conselheiros do Tribunal de Contas do Estado, além do ex-procurador do Estado.
Pezão foi apontado pelo economista e operador Carlos Miranda, delator que afirma ter sido o gerente da propina de Cabral, como beneficiário de uma mesada de R$ 150 mil durante a gestão do ex-governador (2007 a 2014). De acordo com Miranda, além da mesada Pezão recebeu “prêmios” ao final de alguns anos. Em 2008, por exemplo, o atual governador foi destinatário de R$ 1 milhão do esquema de Cabral.
Pezão vem sendo citado nas investigações sobre Cabral desde o ano passado. Referências a “Big foot”, “Pé” e outros apelidos similares foram encontradas nas anotações de Luiz Carlos Bezerra, espécie de carregador de mala de Miranda a partir de 2010. O governador sempre negou as citações ao seu nome, segundo informações da imprensa carioca.













