O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que pautará a reforma da Previdência quando o governo considerar que tem votos e que a data não tem importância, e sim a economia a ser gerada pela proposta.
Antes um dos principais fiadores da reforma da Previdência, o presidente da Casa resolveu se distanciar da articulação política após ríspida troca de farpas com o presidente Jair Bolsonaro. Negou nesta segunda, no entanto, estar magoado e reafirmou sua defesa da proposta em evento organizado pelos jornais O Globo e Valor Econômico.
“Eu imaginava que a gente pudesse ter um governo de coalizão, ele discorda. Eu só não vou ficar no meio. […] Eu não vou ser mulher de malandro, ficar apanhando e achar bom”, declarou o deputado ao lado do ministro Paulo Guedes.
Maia disse também que o projeto da reforma de aposentadorias dos militares será aprovada. “Não vamos confrontar os militares, essa é uma visão majoritária na Câmara. É ruim [a reforma], mas passa do jeito que veio”, disse.
“Uma reforma será aprovada. Eu não tenho dúvidas”. A afirmação é do ministro da Economia. Paulo Guedes considera o descontrole do gasto público como principal vilão da economia brasileira, após a retomada da democracia (1985), e que os déficits geraram problemas de alta de juros e de impostos. “O governo gasta muito e gasta mal”. Segundo ele, “todo ano tem uma crise fiscal que não acaba”. (Com agências de notícias)




















