O Palácio do Planalto informou que não há data para que o reajuste na tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) seja confirmado pelo governo e que a medida passará por estudos no Ministério da Economia.
Em audiência pública na Comissão Mista de Orçamento, o ministro Paulo Guedes disse que aguarda o momento certo para conversar com o presidente Bolsonaro para demonstrar o impacto fiscal da proposta. Ele disse que o governo não tem como abrir mão de uma receita de R$ 50 bilhões a R$ 60 bilhões por ano num momento em que pretende economizar em torno de R$ 100 bilhões por ano (cerca de R$ 1,1 trilhão em dez anos) com a reforma da Previdência.
Paulo Guedes disse que o governo “não vai vender falsas esperanças” em relação à situação fiscal difícil que o País enfrenta. “Não adianta achar que vamos crescer 3%, a realidade é que estamos no fundo do poço“.
Com um projeto de crédito suplementar de R$ 248 bilhões para cumprir a regra de ouro tramitando no Congresso Nacional, o ministro afirmou que o governo pode aperfeiçoar a norma, que proíbe que o Executivo se endivide para pagar receitas correntes. “O pedido de crédito suplementar revela a indisciplina do governo”.
O secretário do ministério da Economia, Waldery Rodrigues Júnior, afirmou que a nova projeção do governo para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, em revisão, deve ficar abaixo dos 2%. Hoje, é de 2,2%.
O Banco Central apontou uma “probabilidade relevante” de que a economia brasileira tenha recuado ligeiramente no primeiro trimestre deste ano sobre os três meses anteriores, mas manteve o discurso de que precisa de tempo para analisar a fundo o quadro antes de eventual mudança na rota dos juros. (Com agências de notícias)
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