Zambelli e Gleisi Hoffmann trocam farpas e ameaças

Deputadas Carla Zambelli e Gleisi Hoffmann
Carla Zambelli e Gleisi Hoffmann representam o antagonismo que está no plenário da Câmara/Fotomontagem
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As deputadas Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Carla Zambelli (PSL-SP) aparentemente não podem frequentar o mesmo chá das cinco. As relações entre ambas estão por um fio diante da troca de farpas pelas redes sociais. Gleisi Hoffmann foi expulsa no sábado de um hotel de luxo no Rio de Janeiro por adversários que, segunda ela, são bolsonaristas.

“Se me acontecer algo, ela (Zambelli) será responsável”, disse Gleisi. A temperatura do clima de animosidade entre os parlamentares cresce à medida que se aproxima a manifestação em favor do governo Bolsonaro no dia 15 de março. Para os partidos da oposição e algumas agremiações do “centrão”, a manifestação é protesto contra o Congresso Nacional e contra o Judiciário.

O termômetro dessas beligerâncias políticas poderá ser avaliado com a volta ao trabalho nesta terça-feira (03), quase duas semanas depois de um recesso branco por conta das festas de Carnaval.

A deputada do PT e presidente nacional do partido, afirma que Zambelli incita à violência e manda recado: “1. Isso é quebra de decoro; 2. Não me intimida, andarei por onde quiser e tiver de andar; 3. Se algo me acontecer, ela será responsável”.

Zambelli também comenta uma suposta ameaça de “um colega” da Câmara. Recém-casada com o comandante da Força Nacional de Segurança, o coronel da Polícia Militar do Ceará, Aginaldo de Oliveira, a parlamentar afirma o seguinte:

“Hoje eu vi que um editor do IntercePT está incitando o assassinato de um colega meu na Câmara. Ódio assassino, sede de sangue e desejo incontrolável de matar os outros é tudo o que a militância esquerdista tem a oferecer à humanidade. Isso não é gente normal”.

Gleisi não anda com policiais legislativos cedidos pela Câmara dos Deputados. Zambelli circula desde o ano passado acompanhada (inclusive dentro do prédio do Legislativo) de homens armados pagos pela Câmara. Ela não é a única a ter esse privilégio.

Esta Legislatura, que começou em fevereiro de 2019, provavelmente possui o maior número de parlamentares com seguranças por conta de supostas ameaças de morte. A nova geração de parlamentares, que prometeu “moralizar” o Legislativo, é também é a que mais gasta nesta área.

Na lista aparecem Joice Hasselmann (PSL-SP), Marcelo Freixo (PSol-RJ), Alê Silva (PSL-MG), Talíria Petrone (PSol-RJ) e Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ). No Senado Federal, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) também anda todos os dias em companhia de policiais legislativos, assim como o senador Marco Do Val (Podemos-ES). Recentemente, o deputado Loester Trutis (PSL-MS) pediu também acompanhamento de seguranças armados.

Na relação também aparecem os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Os dois já têm direito à segurança por conta da natureza de seus cargos.

Em 2018, o presidente da Câmara já tinha antecipado que seria reforçada a segurança de deputados federais alvo de ameaças nos estados. Ele disse que diante do crescimento das solicitações de parlamentares, a Câmara precisaria da ajuda da Polícia Federal.

Deputados e senadores gastaram R$ 6,2 milhões entre 2015 e 2017 apenas com suas cotas parlamentares com segurança privada, segundo levantamento do site Ranking dos Políticos. Para garantir a segurança, além de segurança privada, os parlamentares contam com 120 policiais legislativos no Senado Federal e mais 275 na Câmara dos Deputados.

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