O deputado Jerônimo Goergen (PP-RS) decidiu encarar uma briga de frente ao propor o congelamento dos reajustes dos planos de saúde. O pedido foi encaminhado para o ministro da Economia, Paulo Guedes, e ao presidente da República, Jair Bolsonaro.
A proposta é boa para os usuários do sistema privado de saúde e deve testar até onde vai a palavra do novo ministro da Saúde, Nelson Teich, segundo a qual saúde e economia não podem ser polarizadas. Foi o que ele disse quando foi apresentado pelo presidente em substituição ao deputado licenciado, Luiz Mandetta (DEM-MS). Teich é um influente executivo da saúde privada, sendo sócio e um dos fundadores das Clínicas Oncológicas Integradas (COI), com de Monica Schaum e Mauro Zukin
“Diante de uma crise sem precedentes em nossa história, a majoração de preços representa um abuso nas relações de consumo”, alega o parlamentar.
Na outra ponta desse cabo de guerra, os assessores parlamentares da Câmara estão festejando a informação do Departamento de Apoio Parlamentar (Deapa). A Administradora AllCare suspendeu o reajuste dos planos de saúde da Operadora Amil, previsto para vigência a partir de 1º de maio de 2020, por prazo ainda em negociação com a operadora. Não haverá cobrança retroativa ao período em que o acréscimo estiver suspenso.
A administradora declarou que a decisão de prorrogação do reajuste possui caráter excepcional em virtude da gravidade do cenário de pandemia provocada pelo Coronavírus e dos impactos dela decorrentes para os beneficiários.
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